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Dirigente do Fed destaca resiliência da economia dos EUA e avanço rumo ao equilíbrio monetário

Neel Kashkari, do Federal Reserve de Minneapolis, ressalta sinais de moderação no mercado de trabalho e projeta aproximação da taxa de juros neutra

05/01/2026
Dirigente do Fed destaca resiliência da economia dos EUA e avanço rumo ao equilíbrio monetário
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O presidente do Federal Reserve (Fed), de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou esperar que a economia dos Estados Unidos mantenha sua resiliência, mesmo diante de sinais claros de moderação, especialmente no mercado de trabalho. Em entrevista à CNBC, Kashkari evitou comentar sobre a operação militar dos EUA na Venezuela, mas ressaltou que observa o tema "sob a ótica de mudanças em preços do petróleo".

Segundo o dirigente, o mercado de trabalho norte-americano está, sem dúvida, esfriando. Kashkari destacou que a inflação permanece elevada e inspira cautela. "A inflação ainda está alta demais. O risco é de persistência", alertou. Mesmo assim, ele reconheceu avanços em setores específicos, como o imobiliário. "Há grande confiança de que a inflação habitacional esteja caindo", afirmou.

Sobre o mercado de trabalho, Kashkari observou que o crescimento dos salários perdeu força, o que pode aliviar as pressões inflacionárias. Ele acrescentou que ainda percebe estabilidade nas contratações: "Ainda vejo cenário de baixa contratação e baixa demissão nos EUA".

O dirigente avaliou que a política monetária está se aproximando de um ponto de equilíbrio. "Acho que estamos próximos da taxa de juros neutra", comentou.

Ao tratar de temas políticos e institucionais, Kashkari disse não saber se Jerome Powell continuará no comando do Fed após o fim de seu mandato, mas ressaltou não estar preocupado com possíveis demissões de presidentes regionais do banco central.

Em relação às tarifas, ele avaliou que "estamos nos aproximando de um cenário de equilíbrio" e destacou: "Não vejo tarifas causando outra guerra comercial, mas podem aumentar a incerteza".