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EUA atacam Venezuela para enviar recado a China, Rússia e BRICS, diz especialista
Especialista analisa ofensiva militar dos EUA na Venezuela e suas implicações geopolíticas, incluindo interesses no petróleo e no BRICS.
O ataque dos EUA ao território da Venezuela e o posterior sequestro do presidente do país, Nicolás Maduro, é um ponto de inflexão na política norte-americana, que até então vinha trabalhando com sanções e pressão como forma de alcançar seus interesses políticos e econômicos.
"O que nós temos hoje é uma ofensiva militar dos EUA contra a Venezuela que viola frontalmente o espírito da zona de paz na América Latina, definido pela CELAC, em 2014, que reforça a percepção de quebra de princípio da não intervenção em nações soberanas", afirma à Sputnik Brasil o analista internacional Leandro Dalalíbera Fonseca.
Fonseca afirma que o ataque dos EUA à Venezuela é uma forma de delimitar a América Latina como sua zona de influência, seu "quintal", e de enviar um recado a outras potências, especialmente a China. Ele avalia que o argumento de Trump de combate ao narcotráfico e ao autoritarismo é "questionável", pois os próprios EUA têm alianças com governos autocráticos.
Em coletiva neste sábado (3) sobre o ataque, Trump afirmou que as petrolíferas dos EUA voltarão a operar na Venezuela, vão extrair uma quantidade enorme de riquezas do solo do país e "distribuí-las para o povo venezuelano".
"É evidente que há o interesse no petróleo, mas há também, diria eu, esse interesse em delimitar uma zona de influência de poder. […] 'Aqui nenhuma outra potência vai interferir porque esse é o meu quintal e aqui quem dá as cartas sou eu'. Foi o que ele deixou claríssimo."
Ele lembra que o segundo mandato de Trump tem na mira o BRICS e a busca do grupo por reduzir a dominância do dólar e frisa que os ataques à Venezuela abrem um "precedente perigoso e grave".
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