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Rússia expressa solidariedade à Venezuela após ataque dos EUA
Esta manhã, os Estados Unidos cometeram um ato de agressão armada contra a Venezuela, afirma o comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia (MRE), publicado na página oficial da chancelaria russa neste sábado (3).
O MRE apoia o apelo por uma reunião imediata do Conselho de Segurança da ONU após o ataque dos EUA à Venezuela.
"Apoiamos a declaração das autoridades venezuelanas e dos líderes dos países latino-americanos sobre a convocação urgente de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU", diz o relatório divulgado no site do MRE.
Segundo o documento, os ataques dos EUA contra Caracas causam profunda preocupação e condenação, e os pretextos utilizados para justificar essa agressão são insustentáveis.
"Esta manhã, os EUA cometeram um ato de agressão armada contra a Venezuela. Isso suscita profunda preocupação e condenação. Os pretextos usados para justificar tais ações são insustentáveis", declara o ministério.
A Rússia reitera que a América Latina deve permanecer uma zona de paz e que à Venezuela deve ser garantido o direito de determinar seu próprio destino sem ingerência externa.
No conflito entre EUA e Venezuela, a animosidade ideológica prevaleceu sobre o pragmatismo dos negócios. "A animosidade ideologizada prevaleceu sobre o pragmatismo dos negócios, sobre a disposição para construir relações de confiança e previsibilidade", afirma a declaração russa.
O MRE ressaltou que é fundamental evitar uma nova escalada da situação em torno da Venezuela.
"Na situação em evolução, é importante, em primeiro lugar, evitar uma nova escalada e estar disposto a encontrar uma saída por meio do diálogo. Entendemos que todos os parceiros que tenham desentendimentos devem buscar formas de resolver os problemas pelo diálogo. Estamos prontos para apoiá-los nisso", diz o comunicado.
A Rússia reafirma sua solidariedade ao povo venezuelano e seu apoio à linha adotada pela liderança do país para proteger os interesses e a soberania da república.
Moscou está profundamente alarmado com as informações de que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa teriam sido levados à força para fora do país, e exorta as autoridades norte-americanas a esclarecerem imediatamente a situação.
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