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Florescimento de plantas no inverno do Reino Unido revela crise climática, alerta mídia
No Reino Unido, flores silvestres como margaridas e dentes-de-leão começaram a florescer durante o inverno (Hemisfério Norte), o que representa um sinal claro de ruptura das normas climáticas, escreveu o jornal The Guardian, citando cientistas.
Margaridas e dentes-de-leão estão entre as espécies nativas que sempre cresceram naturalmente no Reino Unido, o que significa que seus ciclos de floração são tradicionalmente determinados pelas condições naturais.
Segundo a publicação, o fato de essas flores estarem florescendo agora, em pleno inverno no Hemisfério Norte, é um sinal visível de uma crise climática que está perturbando o equilíbrio da natureza.
Debbie Hemming, especialista em vegetação do Serviço Meteorológico do Reino Unido, avaliou o fenômeno como uma "evidência tangível" de que a mudança climática está afetando diretamente o mundo ao nosso redor.
"Esses resultados destacam como o aumento das temperaturas e a intensificação de eventos climáticos extremos estão alterando os ciclos naturais de nossas plantas e da vida selvagem", afirmou.
Com base em dados do Serviço Meteorológico britânico, os autores da publicação explicam que, nos últimos nove anos de observação, cada aumento de 1 °C na temperatura média mensal de novembro e dezembro resultou, em média, no surgimento de 2,5 espécies adicionais de plantas em floração durante esse período.
De acordo com o cientista da Sociedade Botânica do Reino Unido e Irlanda (BSBI, na sigla em inglês), Kevin Walker, ao longo de 2025, dez espécies de plantas floresceram mais do que o esperado para essa época do ano. Ele afirmou que esse fenômeno é um "sinal visível" da mudança climática, que pode ser observado pelas pessoas em seus próprios jardins.
"Esta nova análise mostra uma ligação muito clara entre o aumento da temperatura e o impacto sobre nossas espécies de plantas. É mais uma prova de que a mudança climática está afetando indiscriminadamente a nossa vida selvagem", disse o botânico.
O texto lembra que, anteriormente, o Serviço Meteorológico do Reino Unido afirmou que 2025 provavelmente foi o ano mais quente já registrado no país.
A publicação também alerta que a poluição causada por combustíveis fósseis elevou a temperatura média do planeta em cerca de 1,4 °C em relação aos níveis pré-industriais, agravando eventos climáticos extremos e provocando perturbações nos ecossistemas.
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