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Em meio às tensões com EUA, premiê da Groenlândia acredita que ilha pode alcançar a independência
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou em pronunciamento à população que acredita que a ilha poderá conquistar a independência, embora tenha ressaltado que, para isso, será necessário construir uma base sólida.
No fim de março de 2025, a emissora pública dinamarquesa DR informou, citando o acordo de coalizão, que o novo governo da Groenlândia continuará avançando em direção à independência e pretende negociar com as autoridades da Dinamarca a revisão dos marcos de cooperação entre as partes.
"Eu acredito que conseguiremos alcançar isso, mas para isso é preciso um fundamento forte", declarou Nielsen, ao falar sobre a independência da ilha. A declaração foi reproduzida pelo canal dinamarquês TV2.
Segundo a emissora, o premiê destacou que a independência exigirá da Groenlândia instituições robustas, empresas sólidas e cidadãos preparados. Além disso, Nielsen reclamou do que classificou como tratamento desrespeitoso em relação à Groenlândia e voltou a enfatizar que a ilha não está à venda.
"A falta de respeito e a arrogância demonstradas em relação à nossa terra afetaram todos nós", afirmou o político.
No fim de dezembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a nomeação do governador do estado da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial para a Groenlândia. Posteriormente, o governador confirmou a intenção dos Estados Unidos de tornar a ilha parte de seu território.
Já ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, declarou estar profundamente indignado com as falas do novo enviado norte-americano e afirmou que convocaria o embaixador dos EUA em Copenhague para exigir explicações.
Os primeiras-ministros da Dinamarca e da Groenlândia, Mette Frederiksen e Jens-Frederik Nielsen, alertaram em declaração conjunta os Estados Unidos contra qualquer tentativa de tomar a ilha, destacando que esperam respeito à integridade territorial compartilhada.
'Segurança nacional'
Trump reiterou em diversas ocasiões que a Groenlândia deveria se tornar parte dos Estados Unidos, citando sua importância estratégica para a segurança nacional e para a defesa do "mundo livre", inclusive diante da China e da Rússia.
A Groenlândia foi colônia da Dinamarca até 1953. Atualmente, integra o Reino da Dinamarca, mas desde 2009 possui autonomia, com direito ao autogoverno e à condução independente de sua política interna.
Por Sputinik Brasil
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