Finanças

Uber é condenada a pagar US$ 40 milhões aos pais de jovem que morreu após ser deixada em rodovia nos EUA

Emily Normandin-Parker, de 23 anos, foi atropelada e morreu depois que um motorista do aplicativo mandou que ela e uma amiga saíssem do carro dele, em agosto de 2023. empresa considera a decisão equivocada

Agência O Globo - 18/09/2026
Uber é condenada a pagar US$ 40 milhões aos pais de jovem que morreu após ser deixada em rodovia nos EUA
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Uber foi condenada a pagar US$ 40 milhões aos pais de uma jovem de 23 anos que morreu atropelada em uma rodovia. O acidente ocorreu após o motorista da plataforma de transporte por aplicativo ter encostado o carro e ordenado que ela e uma amiga saíssem do veículo.

O juiz aposentado Richard A. Stone, atuando como árbitro, considerou a Uber e o motorista Vu Tran conjunta e solidariamente responsáveis pela morte de Emily Normandin-Parker, concedendo US$ 20 milhões a cada um de seus pais, Carol Normandin e Ken Parker. Uma amiga que também estava no carro, Luna Moore, recebeu uma indenização separada de US$ 300 mil.

Normandin-Parker e Moore estavam voltando para casa de balada após uma noite fora em 2023 quando Moore passou mal durante a viagem. Tran encostou o carro na rodovia State Route 73, no condado de Orange, local que o juiz Stone classificou como “inseguro e ilegal”. Em seguida, Tran discutiu com Moore por causa de uma taxa de limpeza e deixou as duas mulheres naquele local.

Normandin-Parker posteriormente entrou na rodovia e foi atropelada e morta por um veículo. Stone concluiu que Tran poderia ter usado uma saída próxima e parado em um local seguro.

Tran teria ligado para a Uber solicitando que uma taxa de limpeza fosse debitada da conta da jovem. Segundo o juiz, o motorista demonstrou “muito mais preocupação com seu carro novo do que com seus passageiros”.

Os advogados da família disseram à ABC News que o processo de arbitragem incluía reclamações anteriores feitas à Uber contra Tran. Entre elas estava a de um passageiro que descreveu uma viagem com ele como “a menos segura” que já havia experimentado, enquanto outro escreveu que “ele não sabe dirigir”.

Stone rejeitou a alegação da Uber de que a empresa é simplesmente uma intermediária entre passageiros e motoristas. Em vez disso, concluiu que a companhia fornece ativamente serviços de transporte, determina as tarifas e supervisiona elementos essenciais da experiência dos passageiros em sua plataforma.

Segundo um porta-voz da Uber, “o árbitro errou ao considerar a Uber legalmente responsável pelos acontecimentos trágicos daquela noite” e observou que a empresa posteriormente atualizou seus protocolos de segurança, incluindo novas orientações aos motoristas sobre os locais onde podem ou não deixar passageiros.

Normandin e Parker disseram à ABC News que a Uber tentou manter a indenização concedida na arbitragem em sigilo e lhes enviou um acordo de não depreciação da empresa que previa uma multa de US$ 10 milhões em caso de violação.

A família afirmou que os recursos da indenização serão destinados à Emily Normandin-Parker Foundation, organização criada pelos pais em memória da filha para defender padrões mais rigorosos de segurança e maior responsabilização no setor de transporte por aplicativos.