Finanças

Vendas no varejo brasileiro caem 0,8% em julho

Crédito caro e elevado endividamento reduzem apetite pelo consumo. Venda de móveis e eletrodomésticos recua 4,9%

Agência O Globo - 15/09/2026
Vendas no varejo brasileiro caem 0,8% em julho
IBGE - Foto: Reprodução / Agência Brasil

As vendas no comércio caíram 0,8% em julho ante o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (dia 15). Isso é um reflexo do crédito caro, do elevado endividamento e da ligeira queda na renda naquele mês. O segmento no varejo que apresentou o pior desempenho foi o de móveis e eletrodomésticos (-4,9%), que costuma depender de financiamento.

Apesar da expectativa de um novo corte de juros nesta semana pelo Comitê de Política Monetária (Copom), os juros devem se manter em patamar elevado, reduzindo o apetite do consumidor. A Selic, a taxa básica de juros, está em 14% ao ano e deve cair para 13,75% na quarta-feira, segundo expectativa de mercado.

Dos oito grupos pesquisados, a segunda maior queda foi a de livros, jornais e papelaria (-4,2%). Tecidos, vestuário e calçados recuaram 2,7%. Já do lado positivo, destacam-se combustíveis e lubrificantes, que tiveram avanço de 0,3%. Veja abaixo o desempenho por segmento:

Combustíveis e lubrificantes: + 0,3%

Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,2%

Tecidos, vestuário e calçados: -2,7%

Móveis e eletrodomésticos: -4,9%

Artigos farmacêuticos, medicamentos, ortopédicos e de perfumaria: + 0,6%

Livros, jornais, revistas e papelaria: -4,2%

Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: + 0,6%

Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -2,2%

No chamado comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em junho mostrou variação positiva de 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, após queda de 1,1% em junho de 2026.

Em relação a julho de 2025, o crescimento foi de 1,2% e o varejo ampliado subiu 1,8%.