Finanças

Trabalhadores dos Correios entram em greve nacional por tempo indeterminado

Paralisação foi aprovada em assembleias na noite de quinta-feira

Agência O Globo - 11/09/2026
Trabalhadores dos Correios entram em greve nacional por tempo indeterminado
Correios - Foto: Reprodução

Trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada em assembleias dos sindicatos estaduais na noite desta quinta-feira, após as negociações salariais com a estatal terminarem sem acordo.

Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), a greve começou às 22h após 35 sindicatos aprovarem a greve. No Acre, a votação acontece na tarde desta sexta-feira.

De acordo com a Findect, depois de sucessivas rodadas de negociação, incluindo tentativas de mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), os Correios mantiveram a posição na negociação salarial. Os trabalhadores, então, decidiram rejeitar as propostas.

Outro impasse envolve o plano de saúde dos funcionários da estatal. Ainda segundo a federação, a direção dos Correios quer deixar de manter o plano, o que, na avaliação dos trabalhadores, pode transferir o custeio da cobertura para eles e prejudicar a assistência médica.

A Findect anunciou que seguirá acompanhando o movimento, ao lado dos sindicatos filiados, e reafirma sua disposição para negociar uma saída que atenda às reivindicações dos trabalhadores.

Os Correios passam por uma grave crise financeira. A estatal encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados negativos.

No ano passado, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos para reestruturar a operação. Como contrapartida ao aval do Tesouro Nacional para a operação, a estatal deveria implementar um plano que envolvia o fechamento de agências e a retirada da gratificação de R$ 500 para funcionários que exercem atendimento ao público.

Recentemente, os Correios avançaram na proposta enviada para análise do Ministério da Fazenda sobre a capacidade de pagamento da empresa. O governo federal deve ser avalista e dar a garantia para o financiamento.