Finanças
Lula faz evento para anunciar que 'zerou' fila do INSS, mas exclui beneficiários com espera menor que 45 dias
1,28 milhão de pessoas ainda aguardam resposta a seus requerimentos, segundo dados recentes.
O governo Luiz Inácio da Silva realizará um evento, nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto, para anunciar que zerou a fila do INSS.
No entanto, apesar do comunicado, milhares de pessoas continuam à espera da análise de seus requerimentos. O Executivo considera que esses solicitantes ainda estão dentro do prazo legal, ou seja, estão na fila há menos de 45 dias.
Brasil sobe para quinto lugar
Lula, Bolsonaro, Temer, Dilma:
Na semana passada, o INSS informou que a fila de requerimentos para obtenção de benefícios caiu para 1,282 milhão em agosto (dado parcial até dia 24). Em janeiro, havia 3,073 milhões de pedidos em andamento, o que representa uma queda de 59%. Segundo uma nota divulgada pelo Ministério da Previdência, esse é o menor patamar registrado desde 2023.
O anúncio foi feito durante uma reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). Na ocasião, o diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt, informou que os processos que aguardam na fila há mais de 45 dias somaram 261 mil em agosto. Esse volume representa uma redução de 86% em relação a janeiro deste ano, quando 1,882 milhão de pessoas estavam nessa situação.
Efeito agro:
Bittencourt também destacou que o índice de novas concessões aumentou para 67% entre janeiro e julho, refletindo uma média de 730 mil benefícios concedidos por mês. Comparativamente, a média mensal no mesmo período de 2025 foi de 641 mil requerimentos.
Na semana passada, em entrevista à TV Globo, Lula comentou sobre o evento e afirmou que a espera de 45 dias é considerada normal.
– A espera de 45 dias vai estar apenas em 251 mil pessoas, que é o normal – disse.
Corrida dos PIBs:
Uma reportagem do GLOBO revelou que, em um movimento que contribui para a redução da fila do INSS durante o período eleitoral, o governo aumentou em 70% o número de requerimentos indeferidos entre janeiro e maio deste ano, em comparação ao mesmo período de 2025. Esse é o maior patamar de indeferimentos desde 2021.
Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu manter a concessão de benefícios previdenciários na Lista de Alto Risco da administração pública federal, em razão da fila do INSS e do aumento no indeferimento dos pedidos.
PIB:
A Lista de Alto Risco atua como um alerta do tribunal sobre pontos que poderiam comprometer as contas públicas ou a qualidade dos serviços prestados à população. Criada em 2022, a lista é revisada periodicamente pela equipe de auditores.
Embora os técnicos reconheçam os esforços do governo para reduzir a fila do INSS, por meio da adoção de planos de emergência, afirmam que essa evolução ainda não é suficiente para a exclusão do tema da Lista. Também destacam que persistem vulnerabilidades relevantes na capacidade operacional.
A área técnica identificou que uma análise entre requerimentos concluídos e protocolados revelou que a produção ficou estagnada, registrando ciclos recorrentes de déficits produtivos.
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