Finanças
Assembleia aprova reajustes acima da inflação para comerciários do Rio
Fecomércio garantiu aumento de 6,6%, enquanto quem trabalha em supermercados e hortifrutis contará com majoração de 6%. Benefícios também foram ampliados
Trabalhadores do comércio e do turismo conseguiram aprovar, em assembleia, um reajuste de 6,6% em seus salários, além de avanços em benefícios. O índice será concedido pelos patrões representados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio) — são mais de 442 mil estabelecimentos, o que corresponde a aproximadamente dois terços da atividade econômica do estado.
Além deles, receberam o mesmo índice os trabalhadores do Comércio Varejista de Material Elétrico, Eletrônicos e Eletrodomésticos, os Corretores de Imóveis do Rio, do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos, do Comércio Varejista de Joias do Município do Rio, entre outros.
Boa notícia também para os funcionários de supermercados e hortifrutis, representados pelo Sindicato dos Comerciários do Rio (SEC-RJ), que alcançaram um reajuste de 6%. A associação representa cerca de 300 mil comerciários no estado.
— Uma vitória que reforça a importância do sindicato na hora de negociar e pressionar por um reajuste melhor. Sempre deixamos claro que era fundamental o aumento acima da inflação e avanço nos benefícios e isso foi conquistado — destaca o presidente do SEC-RJ, Márcio Ayer.
Ampliação de benefícios
Além do reajuste, os trabalhadores também tiveram seus benefícios ampliados. A convenção coletiva agora oferece o atendimento médico por telemedicina, já que nem todas as empresas oferecem plano de saúde, além da ampliação do número de dias para levar os filhos em consultas médicas.
Neste último caso, no setor de mercados, por exemplo, eram apenas dois dias por semestre para levar os filhos de 8 a 10 anos ao médico. Além do número, as convenções também aumentaram a idade da criança.
Quanto aos que recebem vale-alimentação, no caso, quem trabalha aos sábados, domingos e feriados, esses valores também foram reajustados.
Mobilização
As convenções coletivas, explicam os sindicatos, foram alcançadas após intensa mobilização e negociação com as classes patronais. Os gestores apresentaram índices que não cobriam os 4,11% registrados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em junho.
Por isso, os sindicalistas foram às ruas, em especial aos supermercados, para conversar com os trabalhadores sobre a situação.
Na contramão, o Sindlojas, que representa as lojas de rua e shopping, e o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos (Sindisider), continuam em negociação.
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