Finanças
Despesa obrigatória tem queda para 91,7% do total de gastos em orçamento de 2027
Mesmo assim, total da despesa cresce em relação a projeções do governo
O projeto de lei orçamentária de 2027 prevê uma redução das despesas obrigatórias para 91,7% das despesas totais, ante 92,4% previsto para 2026. No total, esse conjunto de gastos previstos é de R$ 2,563 trilhões, o correspondente a 17,3% do PIB.
Apesar da queda em proporção do total de gastos na comparação com 2026, a despesa obrigatória cresce em comparação com o que estava previsto na lei de diretrizes orçamentárias (LDO), enviada em abril, quando estava projetada em R$ 2,486 trilhões, ou 16,97% do PIB.
Já as despesas discricionárias, aquelas que o governo dispõe livremente, vão somar R$ 266,8 bilhões, ou 1,80% do PIB. O número é menor do que se previa na LDO, quando estava em R$ 274,7 bilhões, ou 1,88% do PIB.
É inegável que há uma melhora na composição das despesas do governo, mas ainda é um nível desconfortável, o que foi destacado pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
— Naturalmente não é um percentual que nos deixe com a sensação de que todo o trabalho foi feito, mas é um esforço considerável inverter essa curva de crescimento da despesa obrigatória — disse Moretti.
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