Finanças

Arrecadação federal soma R$ 289,4 bilhões em julho e renova recorde para mês

Alta em relação a igual mês de 2025 é de 9%, após descontada a inflação

Agência O Globo - 25/08/2026
Arrecadação federal soma R$ 289,4 bilhões em julho e renova recorde para mês
- Foto: Reprodução

A arrecadação federal de impostos somou R$ 289,346 bilhões em julho deste ano, um aumento real (descontada a inflação) de 8,97% em relação ao mesmo mês de 2025 (R$ 265,5 bilhões), segundo dados da Receita Federal publicados nesta terça-feira. O resultado é recorde para o mês na série histórica de divulgação, iniciada em 1995.

No período acumulado de janeiro a julho de 2026, a arrecadação alcançou o valor de R$ 1,876 trilhão, representando um acréscimo real de 6,98%. O montante também é o maior para o período desde 1995.

Considerando apenas as receitas administradas pelo Fisco, a arrecadação foi de R$ 268,9 bilhões em julho. Segundo a Receita, o acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das do PIS/Cofins, do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de rendimentos do capital, do IRPJ e da CSLL.

Houve também uma contribuição positiva do Imposto de Exportação sobre óleo bruto, criado no contexto do pacote para minimizar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a população brasileira, que somou R$ 3,161 bilhões em julho e R$ 7,982 bilhões no ano. Sem considerar os pagamentos não recorrentes, haveria um crescimento real de 6,44% na arrecadação do mês de julho e 5,84% no montante acumulado no ano.

A receita previdenciária somou R$ 64,2 bilhões em julho, alta real de 5,3%, impulsionada pelo crescimento da massa salarial em junho. No caso do IRRF-rendimentos de capital, a arrecadação alcançou R$ 13,5 bilhões, um aumento real de 29,47%, justificado pelo avanço das receitas derivadas de aplicação de renda fixa (24,34%) e do item “juros sobre capital próprio” (90,82%).

O IRPJ e a CSLL totalizaram uma arrecadação de R$ 64,9 bilhões, representando crescimento real de 4,52%. Esse resultado pode ser explicado pelo desempenho das arrecadações do balanço trimestral (+10,99%) e do lucro presumido (+5,06%).