Finanças
Justiça decreta falência da Oi
Operadora deixou de ser a 'Supertele Nacional' para acumular uma dívida superior a R$ 44 bilhões e uma lista de mais de 164 mil credores em menos de duas décadas
A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta terça-feira (dia 25), a falência da Oi. A empresa já havia tido a falência decretada em novembro do ano passado, mas a decisão foi suspensa após bancos recorrerem, o que havia levado a tele de volta ao seu segundo processo de recuperação judicial.
Foi nomeado o advogado Bruno Rezende como administrador judicial. A decisão ocorre em mais um momento crítico da Oi, em uma crise que se arrasta há mais de dez anos e teve início com a malsucedida criação da chamada “supertele” em 2008. Desde o ano passado, a empresa não conseguiu vender seus últimos principais ativos, o que impactou diretamente seu caixa, tornando a situação financeira insustentável. Com isso, o patrimônio líquido negativo do grupo Oi hoje supera R$ 22,6 bilhões, com base em dados enviados à Justiça.
Duas décadas depois, a ambição de transformar a Oi em uma operadora de telecomunicações global — por meio da fusão com a Brasil Telecom e depois com a Portugal Telecom — deu lugar a uma dívida estimada em mais de R$ 44 bilhões e a uma lista de mais de 164 mil credores.
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