Finanças
Lula reúne Motta e Alcolumbre para discutir a votação da MP da taxa das blusinhas
Texto que eliminou a cobrança de 20% sobre compras internacionais expira em 8 de setembro
Diante da resistência de parlamentares em retomar a medida provisória (MP) que aboliu a “taxa das blusinhas”, o presidente Luiz Inácio da Silva convidou os presidentes da Câmara, Arthur Lira (Republicanos-PB), e do Senado, Rodrigo Pacheco (União-AP), para discutir o tema em uma reunião marcada para a próxima quarta-feira.
Tentativa de acordo:
A “taxa das blusinhas” ficou conhecida por representar a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Na corrida pelo quarto mandato, Lula pressiona o Congresso para aprovar a proposta, buscando colher frutos nas eleições de outubro.
A estratégia do Planalto é incluir a MP na pauta de votação durante o esforço concentrado do Legislativo entre 31 de agosto e 04 de setembro. Segundo interlocutores, é difícil que parlamentares votem contra a proposta, considerando a impopularidade da taxa em um ano eleitoral. Por isso, a luta é pela inclusão do tema na pauta.
Fim da escala 6x1:
O acordo entre os presidentes das duas Casas é crucial para acelerar o processo. A MP deve ser aprovada por uma comissão especial mista, que ainda não se reuniu por falta de consenso. Após essa etapa, será apreciada pelos plenários da Câmara e do Senado.
Editada em maio e já em vigor, a MP perderá validade em 8 de setembro se não for votada durante o esforço concentrado, uma vez que as atividades no Congresso estão diminuídas devido às eleições. Se isso ocorrer, a taxação retornará.
Míriam Leitão:
A resistência de alguns parlamentares provém do setor do varejo, que defende a taxação como uma medida necessária para enfrentar a concorrência com importados, especialmente produtos chineses. Para o deputado Luiz Gastão (PSD-CE), que integra o grupo de trabalho da MP das blusinhas, a tributação é essencial:
— Sou a favor da volta da taxa. Se nós não controlarmos a entrada de produtos sem imposto no Brasil, diversas áreas do varejo, principalmente o varejo têxtil, serão afetadas, e isso pode realmente desencadear uma série de quebradeiras no país.
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