Finanças

Correios abrem novo PDV mirando sete mil funcionários

Programa será voltado exclusivamente para servidores lotados em unidades que serão extintas

Agência O Globo - 21/08/2026
Correios abrem novo PDV mirando sete mil funcionários
Correios - Foto: Reprodução

Os Correios abriram, nesta quinta-feira, as inscrições para um novo plano de demissão voluntária (PDV). O público potencial é de sete mil trabalhadores, e as adesões ficarão abertas até setembro. A estratégia é direcionar os desligamentos exclusivamente para funcionários lotados nas unidades que serão extintas, totalizando mil pontos de atendimento entre centros de tratamento e armazenamento de cargas e agências, de acordo com o plano de reestruturação.

Dessa vez, a direção da empresa não estabelecerá meta para o segundo PDV do ano. No primeiro, lançado em fevereiro e encerrado em março, apenas 3.075 funcionários aderiram de uma meta de dez mil.

Apesar da baixa adesão, a estatal alega ter alcançado uma economia de 45% da meta de R$ 1,4 bilhão programada. O incentivo será um pouco inferior e um teto ainda está em definição para o valor da indenização.

Em nota, os Correios afirmaram que o plano de desligamento faz parte das iniciativas de reestruturação e sustentabilidade, representando um novo ciclo do programa de desligamento voluntário.

"A medida foi concebida para atender às adequações e particularidades decorrentes do processo de reestruturação da empresa. As estimativas de adesão e os impactos financeiros estão contemplados nos estudos e nas projeções econômicas divulgadas anteriormente", diz o texto.

O incentivo financeiro será calculado de acordo com a situação de cada empregado, considerando as rubricas do regulamento, o tempo de serviço, a idade e os adicionais por aposentadoria e incorporação.

O incentivo:

  • varia de R$ 24,4 mil a R$ 459 mil e é pago integralmente, em parcela única;
  • o valor é depositado até o décimo dia do mês seguinte ao desligamento;
  • não tem incidência de Imposto de Renda nem recolhimento de FGTS.

As despesas com pessoal são um dos principais gastos da estatal, que registrou, no primeiro trimestre deste ano, um prejuízo de R$ 3,1 bilhões. O resultado negativo superou o mesmo período do ano passado em 82,35%.

Contudo, o governo promete que a empresa será retirada do vermelho em 2027 com a execução do plano de reestruturação, que prevê, além do corte de despesas, novas parcerias com o setor privado para incrementar as receitas. Em 2026, o prejuízo esperado está na casa de R$ 10 bilhões.