Finanças
Dia do Estagiário: Você sabe qual o valor da bolsa-auxílio no Brasil?
Subsídio é concedido quando estágio não é obrigatório, conforme prevê a Lei 11.788/2008
O Dia do Estagiário é comemorado no dia 18 de agosto — em 2026, nesta terça-feira. Essa fase é importante na trajetória profissional, pois o estágio possibilita que o estudante, ou recém-formado, ganhe experiência e confiança na área. Além disso, é um pilar essencial na empresa, uma vez que as ideias dos estagiários ajudam a oxigenar o ambiente de trabalho. Contudo, essa mão de obra nem sempre é valorizada: a bolsa-auxílio apresentou uma queda de 3,13% em um ano na região Sudeste, passando de R$ 2.074,05 em 2025 para R$ 2.009,09 em 2026.
Os dados constam na 12ª edição do Guia Bolsa-Auxílio de Estágio 2026, elaborada pela Companhia de Estágios. A pesquisa considerou exclusivamente a base de dados interna da consultoria e avaliou vagas abertas e geridas, oferecidas por empresas de pequeno a grande porte no país, entre maio de 2025 e maio de 2026.
Apesar da queda de quase R$ 65, a Região Sudeste continua com a média de bolsa mais alta do país.
Em contrapartida, os estagiários nortistas podem comemorar: o Guia registrou um salto de 14,6% na bolsa-auxílio na região, que aumentou de R$ 1.461,53 para R$ 1.674,80. Com essa valorização, a região ultrapassou as do Sul, Nordeste e Centro-Oeste, alcançando o segundo lugar, atrás apenas do Sudeste.
Aumento tímido no Sul
A região Sul, assim como o Norte, também registrou um aumento no valor, mas modesto, de apenas 2,38%. A quantia passou de R$ 1.599,69 em 2025 para R$ 1.637,83 neste ano.
Na contramão, o Nordeste teve uma queda de 1,91%, com a bolsa-auxílio diminuindo de R$ 1.592,88 em 2025 para R$ 1.562,51 em 2026. O Centro-Oeste também registrou uma redução de 2,13%: a bolsa caiu de R$ 1.544,63 no ano anterior para R$ 1.511,69 em 2026.
A bolsa-auxílio é concedida ao estagiário quando o estágio não é obrigatório, conforme prevê a Lei 11.788/2008. No entanto, o texto não determina um piso para esse pagamento, o que faz com que os valores variem conforme a oferta, demanda, região e curso.
Qual curso tem o estágio mais bem pago?
O Guia Bolsa-Auxílio mostra que os setores Financeiro (R$ 3.055,62) e Bancos de Investimentos (R$ 2.889,10) continuam a oferecer as maiores bolsas. As áreas seguintes são:
Tecnologia — R$ 2.746,49
Indústria Farmacêutica — R$ 1.648,65
Moda — R$ 1.600
Óleo e Gás — R$ 1.577,27
Em relação ao maior aumento ao longo da formação, o estudo destaca a área de Enfermagem. Os estudantes entre o terceiro e o quinto ano da graduação tiveram um aumento de quase 47% na sua remuneração média, passando de R$ 1.650,95 nos dois anos iniciais para R$ 2.423,69. Com relação a 2025, o valor da bolsa saiu de R$ 1.602 para R$ 2.416,43.
Ao analisar quem possui as maiores médias nos períodos finais dos cursos, a pesquisa aponta o seguinte ranking:
Enfermagem — R$ 2.423,69
Secretariado Executivo — R$ 2.417,80
Economia — R$ 2.403,03
Ciência da Computação — R$ 2.313,53
Webdesign — R$ 2.310,00
Na lanterna, estão os cursos de Jornalismo, com R$ 1.634,69; Letras, com R$ 1.358,52; e Educação Física, com R$ 1.197,30. Esses cursos registraram as médias mais baixas entre as graduações analisadas.
E nos cursos técnicos?
A pesquisa indica que as bolsas de cursos técnicos mais valorizadas são de:
Informática — R$ 1.710,81
Agronegócio — R$ 1.600
Secretariado — R$ 1.600
Eletroeletrônica — R$ 1.528,44
Mecatrônica — R$ 1.497,75
Os cursos que apresentam as menores médias de bolsa-auxílio são Contabilidade, com R$ 1.000; Edificações, com R$ 987,56; e Nutrição, com R$ 950.
Além da bolsa-auxílio
Tiago Mavichian, CEO da Companhia de Estágios, ressalta que o valor da bolsa paga aos estagiários está longe de ser o fator mais relevante na escolha de uma vaga:
— Hoje, o pacote de benefícios oferecido é um fator decisivo para o estudante escolher onde vai trabalhar. Benefícios focados na qualidade de vida, como assistência médica e convênios com academias, também têm grande peso. Além disso, influenciam na escolha o modelo de trabalho, com o híbrido sendo o mais valorizado, e a flexibilidade de horário.
O especialista afirma ainda que a geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) busca “empresas que investem de verdade no seu desenvolvimento”.
— Eles priorizam atrativos como programas de mentoria, treinamentos internos e auxílio para cursos de idiomas — conclui.
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