Finanças
Durigan afirma que juros civilizados são essenciais para discutir questão fiscal e crédito
Ministro da Fazenda participou da 27ª Conferência Anual do Santander, em São Paulo
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira que ter 'juros civilizados' é um dos caminhos para discutir a questão fiscal no Brasil, assim como a oferta de crédito. Para ele, os juros são o principal problema do país. Durigan participou da abertura da 27ª Conferência Anual do Santander, que acontece em São Paulo.
O ministro afirmou que trata-se do desafio do custo do dinheiro, tanto para o Tesouro, que emite e vende títulos, quanto para a sociedade como um todo. Ele defendeu que a política fiscal é uma das frentes em que o governo tem maior capacidade para atuar e melhorar as condições econômicas, contribuindo para a queda dos juros.
— Nós vamos ter que endereçar a questão dos juros. Ainda que a gente considere uma série de medidas que explicam ou justificam o juro alto, o que está mais no controle do Estado é a condição fiscal. É a trajetória fiscal que tem que continuar sendo aperfeiçoada — disse.
O ministro garantiu que o governo espera colaborar para reduzir os juros, além do prêmio de risco do país.
— Como fizemos um ajuste de aproximadamente dois pontos percentuais do PIB, nesta gestão, esse desafio precisa ser replicado daqui para a frente. E, ao demonstrar que nós vamos fazer isso, eu espero que a gente avance para a etapa de redução da taxa de risco — disse. E continuou:
O ministro tem conversado com o mercado financeiro e investidores para explicar que o ajuste das contas públicas não ficará para o próximo mandato.
— É dar essa tranquilidade, na linha do que já enviamos para o Congresso. Se a gente pegar todas as Leis de Diretrizes Orçamentárias desde 2023, temos projetado um caminho para o superávit fiscal, desde sempre — afirmou o ministro, que disse que o governo vai perseguir a trajetória de resultado fiscal prevista no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).
— Nós praticamente zeramos o déficit público — afirmou.
O ministro disse que o governo colocou duas travas “importantíssimas” para o crescimento dos gastos obrigatórios, que devem ter um impacto de R$ 10 bilhões em 2027 e crescente nos próximos anos.
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