Finanças

Lula e Alcolumbre deixam discussão sobre 6x1 para depois das eleições

Pessoas presentes ao encontro para selar reaproximação relataram que tema foi tratado de forma lateral durante encontro na casa do ministro Alexandre de Moraes

Agência O Globo - 06/08/2026
Lula e Alcolumbre deixam discussão sobre 6x1 para depois das eleições
Foto: © Foto / Reprodução / Redes sociais / @LulaOficial / @ricardostuckert

Tratado como bandeira eleitoral pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o fim da escala de trabalho 6x1 foi um dos temas de conversas em jantar realizado na casa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que marcou o reencontro do petista com o senador Davi Alcolumbre (União-AP).

Segundo relatos feitos ao EXTRA, o assunto foi tratado apenas de forma lateral e a avaliação entre os participantes foi a de que eventual discussão sobre o tema deverá ficar para depois das eleições de outubro.

O encontro, revelado pela colunista Bela Megale, da Globo, foi mediado por Moraes e pelo ministro do STF Cristiano Zanin. De acordo com relatos de participantes, a discussão sobre a escala 6x1 esteve longe de ser o foco da reunião. O principal objetivo do jantar foi promover uma reaproximação entre Lula e Alcolumbre, que estavam sem conversar desde a convocação, pelo Senado, da indicação do então advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo.

Nos bastidores, a avaliação é que o encontro serviu para “aparar as arestas” entre os dois chefes de Poder e restabelecer o diálogo institucional. A conversa transcorreu em tom amistoso e buscou reduzir o desgaste político acumulado desde a votação que barrou o nome de Messias.

Apesar do contexto, a indicação de Jorge Messias ao STF não entrou na pauta da reunião, segundo pessoas que acompanharam o encontro. O jantar concentrou-se na colaboração da relação entre Lula e Alcolumbre e em temas gerais da agenda política.

A proposta de mudança na escala 6x1 foi mencionada apenas na passagem. Interlocutores dizendo que houve consenso de que o assunto, pelo seu potencial de impacto político e econômico, deve permanecer em compasso de espera até o fim do processo eleitoral.

A discussão sobre o modelo de jornada de trabalho vem sendo acompanhada pelo governo e pelo Congresso, mas enfrenta resistências de setores empresariais e ainda não há consenso sobre a tramitação de uma eventual proposta. A avaliação compartilhada no jantar foi a de que o ambiente eleitoral não é favorável para o avanço de uma matéria dessa natureza.