Finanças
Com novo tarifaço, governo estima que taxa combinada de 37,5% impactará US$ 6,6 bi em exportações aos EUA
Taxas anunciadas pelos Estados Unidos atingir 16,5% das exportações
O Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio (MDIC) estima que a tarifa acumulada de 37,5% imposta pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros afetará US$ 6,6 bilhões em exportações para os Estados Unidos.
Na quinta-feira, o governo americano anunciou uma nova taxa de 12,5% para produtos brasileiros, somando-se à taxa de 25% que está em vigor desde a semana passada. Segundo a administração americana, 16,5% das exportações brasileiras para o país estarão sujeitas à tarifa combinada de 37,5%.
Entre os produtos afectados estão máquinas e equipamentos, diversos tipos de madeira, gorduras e óleos, calçados, móveis e confecções.
Outros 4,7% das exportações são abrangidas exclusivamente pela sobretaxa de 12,5%, enquanto 1,9% são impactadas exclusivamente pela sobretaxa de 25%. Dessa forma, segundo os cálculos do governo, 52,7% das exportações brasileiras não estarão sujeitas às duas sobretaxas anunciadas pela administração americana.
Desde a implementação das taxas ao Brasil, a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras caiu de 12,1% para 9,4% entre os primeiros semestres de 2025 e 2026. Anualmente, a participação americana passou de 12,0% das exportações brasileiras em 2024 para 10,8% em 2025.
No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para os Estados Unidos totalizaram US$ 17,4 bilhões, o que representa uma redução de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. Este desempenho foi influenciado, principalmente, pela diminuição dos embarques de óleos brutos de petróleo, que registraram uma retração de 30,4%, assim como os produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço, cujas exportações caíram 21,7%.
As importações brasileiras de produtos originários dos Estados Unidos também apresentaram retração no primeiro semestre, contribuindo para uma diminuição de 12,8% na corrente de comércio bilateral.
A taxa de 12,5% foi aplicada ao Brasil e a outros diversos parceiros dos EUA, alegando-se que esses países falham no cumprimento das normas de importação relacionadas ao uso de trabalho forçado. Já a tarifa de 25% é específica para o Brasil.
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