Finanças
'Vamos seguir melhorando o fiscal custe o que custar', diz ministro da Fazenda
Durigan reforçou compromisso com as metas e disse que o mercado 'exagera' ao atribuir pressão inflacionária ao crescimento do crédito
O ministro da Fazenda, Dario Durigan , afirmou nesta sexta-feira que o governo continuará a melhorar o quadro das contas públicas do país “custe o que custar”. Durigan defendeu que o arcabouço fiscal está funcionando e citou o bloqueio de R$ 23,7 bilhões do Orçamento, anunciado no primeiro semestre, como exemplo de controle de gastos, impulsionado pelo aumento das despesas com o BPC e a Previdência.
Durante o painel de abertura da Expert XP , em São Paulo, Durigan declarou que o governo apresentará até 31 de agosto uma proposta de Orçamento para o próximo ano. Segundo ele, o texto vai prever os programas sociais, que não serão ampliados sem espaço orçamentário.
— Vamos seguir melhorando o custo fiscal o que custar [...] O compromisso que eu posso deixar estipulado aqui é com a trajetória que a gente mesmo está projetando no futuro. Nas projeções do Tesouro, a gente tem uma estabilização da dívida.
Impacto da guerra
O ministro avaliou que o mercado exagera ao prever a expansão do crédito a pressão inflacionária. Para ele, neste momento, o aumento dos preços está diretamente relacionado ao cenário internacional conturbado, especialmente a guerra entre os Estados Unidos e o Irã.
— Eu acho que tem um exagero nesse argumento. Eu reconheço que toda a discussão fiscal, inclusive o fiscal que importa subsídio , linha de crédito, ele embarca na discussão. Mas este ano o que está fazendo aumentar a pressão inflacionária é a guerra do Irã.
Ele continua:
— Querer dizer que o governo, que está fazendo bloqueio do Orçamento, cumprindo com as metas e com toda a responsabilidade, pondo e tirando o subsídio, usando receita adicional para pagar a conta, se comprometendo com a meta oficial… Não estamos fazendo um ano eleitoral para criar problemas no futuro. E não é isso que está gerando pressão inflacionária.
Questionado sobre as “apostas”, Durigan expressou preocupação, confirmando também a dependência de alguns setores dos recursos provenientes de contratos com casas de apostas, mencionando a Série A do Campeonato Brasileiro como exemplo.
O ministro defendeu que as apostas sejam enquadradas de forma semelhante ao cigarro, com restrições à publicidade e medidas para reduzir o número de apostadores. Lembrou o decreto publicado pela prefeitura do Rio de Janeiro , que veda propaganda de plataformas de apostas em áreas externas da cidade, e a exclusão de que beneficiários do BPC e do Bolsa Família apostem.
Mais lidas
-
1CVRISE FINANCEIRA
Tesouro Nacional bloqueia repasses do FPM para cinco municípios de Alagoas
-
2CULTURA E TURISMO
Palmeira dos Índios anuncia hoje a programação oficial do Festival de Inverno 2026
-
3ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
4CORRUPÇÃO
Rio tem R$ 71,8 bilhões em contratos e recursos públicos sob investigação por corrupção
-
5CULTURA
Morre cantor gospel, vítima de doença rara, aos 41 anos