Finanças
Tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros será o segundo maior dentre todos os países
Taxa média sobre produtos importados pelos Estados Unidos vai atingir um pico de 18,2% por apenas quatro dias
Com o aumento das tarifas sobre produtos brasileiros anunciado na última quarta-feira (dia 15) pelo governo americano, as taxas efetivas cobradas pelos Estados Unidos sobre itens nacionais exportados para aquele país só serão superadas pela China no ranking de países tarifados.
A estimativa é da iniciativa suíça Global Trade Alert, que monitora os acordos comerciais e as sobretaxas cobradas pelos EUA aos diversos países mundo afora.
A tarifa média soma a cobrança das tarifas sobre todos os produtos exportados aos EUA, incluindo os 2.100 itens que estão isentos, ou seja, têm essa tarifa zerada. No caso do Brasil, entram nessa lista o café, carnes, suco de laranja e peças aeroespaciais. Por isso, a tarifa média é menor do que os 25% definidos pelo governo americano.
Taxa anterior
Antes do anúncio da última quarta-feira, a tarifa média aplicada aos produtos brasileiros era de 11,7%. Agora, já considerando a aplicação da Seção 301, de 25% com algumas exceções a partir do próximo dia 22, a tarifa média estimada ao país sobe para 18,22%. Isso porque ainda está em vigor uma sobretaxa de 10% imposta pela Seção 122, que expira no próximo dia 25.
“Assim, a arrecadação anual implícita com tarifas sobre produtos brasileiros passa de US$ 4,6 bilhões atualmente para US$ 7,2 bilhões durante o período de sobreposição, antes de recuar para US$ 5,7 bilhões”, diz estudo divulgado da Global Trade Alert.
Segundo o monitor, dos US$ 39,6 bilhões em importações americanas de produtos brasileiros registradas em 2024, US$ 8,5 bilhões, ou cerca de 21%, estarão sujeitos à tarifa integral de 25%.
Tarifa efetiva média
Mas a tarifa efetiva média de 18,22% será cobrada por pouco tempo. Como a outra, de 10%, expira quatro dias depois do início da sobretaxa de 25%, no dia 25 de julho, a tarifa efetiva média sobre as exportações brasileiras ao EUA deve cair a 14,4% a partir do dia 26, estima o monitor.
De acordo com uma planilha compartilhada pelo monitor, a tarifa efetiva de 18,22% coloca o país atrás apenas da China, que tem tarifa efetiva média de 26,7% sobre seus produtos destinados aos americanos.
Se a tarifa efetiva cair para o nível de 14,4% após o dia 26, como estima o monitor, o Brasil figuraria na oitava posição do ranking, atrás de Turquia, Indonésia, Vietnã e Tailândia.
Antes do anúncio do tarifaço de 25%, ocorrido na quarta-feira, o Brasil ocupava o 13º lugar do ranking, atrás da Itália, Alemanha, Coreia do Sul e Japão, com a China ainda líder.
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