Finanças

Ministro da Fazenda afirma que pacote de socorro a empresas será menor neste tarifaço

Estados Unidos anunciaram taxa de 25% sobre produtos brasileiros

Agência O Globo - 16/07/2026
Ministro da Fazenda afirma que pacote de socorro a empresas será menor neste tarifaço
Ministro da Fazenda, Dario Durigan - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a expectativa é de que o pacote de socorro a empresas afetadas pelo novo tarifaço dos Estados Unidos tende a ser menor do que as iniciativas anteriores.

De acordo com Durigan, o programa, chamado de Brasil Soberano, deve se limitar às linhas de crédito com juros subsidiados, ao contrário do plano lançado em agosto do ano passado, que incluía também diferimento de impostos e facilitação de compras públicas, entre outras medidas. Além disso, o ministro destacou que o volume deve ser mais modesto.

No ano passado, o pacote provocou um impacto primário de R$ 9,5 bilhões, sendo que R$ 4,5 bilhões estavam relacionados ao aporte em fundos garantidores para facilitar o acesso de empresas menores à linha de crédito, que tinha volume de R$ 30 bilhões do Fundo de Garantia a Exportações (FGE). Neste ano, o governo reforçou em mais R$ 15 bilhões.

— A perspectiva é de que tenhamos linhas de financiamento, não mais do que isso, e em um volume menor do que já foi feito no passado, até porque houve mais exceções dessa vez — disse Durigan, referindo-se aos produtos que ficaram de fora da taxação de 25% anunciada nesta quarta-feira pela Casa Branca.

Durigan enfatizou que as linhas de apoio já foram testadas e sinalizou que tudo será calibrado respeitando os compromissos fiscais do país.

— Vamos estender o Plano Brasil Soberano com responsabilidade fiscal, que é o que temos feito desde sempre. O mercado pode ficar tranquilo com isso. As metas e os compromissos fiscais estabelecidos antes da guerra e antes do tarifaço serão cumpridos, apesar da interferência externa.

Segundo Durigan, como o plano ainda está em execução, é possível que o reforço já esteja disponível no início de agosto. O tarifaço começa a valer no dia 22 deste mês.

O ministro da Fazenda ponderou, contudo, que é preciso ouvir antes os setores atingidos para calibrar a medida. As reuniões lideradas pelo MDIC devem começar na próxima segunda-feira. Segundo o ministro Elias Rosa, a prioridade do governo agora é atender os setores afetados pela medida considerada injusta, indevida e ilegal.

— Os setores mais atingidos são basicamente madeira, máquinas, equipamentos elétricos, móveis, mobiliários, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. Esses setores poderão contar com a ajuda do governo federal de diferentes modos.

Além da nova fase do Brasil Soberano, Elias Rosa afirmou que o governo vai apoiar os setores na busca por novos mercados.