Finanças
Alckmin discute programa de apoio a empresas afetadas por tarifa dos EUA
Taxas de 25% sobre exportações brasileiras incluem exceções.
O vice-presidente Geraldo Alckmin , o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo , e os ministros do governo se pronunciaram nesta quinta-feira sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Essa taxa afetará 26,2% dos کالا em circulação do Brasil direcionada para o país.
– A medida é injusta e descabida – destacou Alckmin, lembrando que os Estados Unidos apresentam superávit comercial com o Brasil. – É descabida porque os argumentos são baseados em posições totalmente falsas.
Alckmin também declarou que o governo implementará um programa de ajuda às empresas impactadas.
– O governo terá um programa de apoio que inclui a Apex (Agência de Promoção de Exportações) e a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), que se empenharão em abrir novos mercados – afirmou o vice-presidente.
A decisão americana foi motivada pela investigação da Seção 301, conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). A investigação apontou acusações de práticas comerciais desleais por parte do Brasil, incluindo o uso do Pix , questões relacionadas ao desmatamento ilegal, e as dificuldades dos EUA no acesso ao mercado de etanol brasileiro.
Em resposta, o governo Lula reuniu diversas autoridades para contestar as discussões americanas.
Vieira critica Rubio
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Márcio Vieira , também comentou o tema, afirmando que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio , atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de forma grosseira e arrogante com declarações inaceitáveis. Nas redes sociais, Rubio fez acusações contra o líder brasileiro.
Tarifa dos EUA terá mais de 2 mil propostas:
Por que o Pix incomodou tanto os EUA?
De acordo com Vieira, desde o início das negociações, o governo brasileiro buscou manter o diálogo com os Estados Unidos. Ele destacou que, desde março de 2025, reuniões entre autoridades dos dois países, em níveis presidencial, ministerial e técnico.
Análise:
Comunicado do governo
Na madrugada de hoje, o governo federal afirmou que o dia 15 de julho “passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”.
Alerta:
No comunicado, assinado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, o Planalto informou que “iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovado por unanimidade pelo Congresso Nacional” e que revisitará a questão no mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).
A ocorrência brasileira, segundo a nota, será articulada em três frentes: diversificação de mercados — com foco na implementação de acordos do Mercosul com a União Europeia, EFTA e Singapura, além de negociações com parceiros como México, Canadá, Japão e Índia; medidas de apoio às empresas atingidas, através do Plano Brasil Soberano; e o acionamento da Lei da Reciprocidade Econômica, permitindo ao Brasil adotar medidas contra barreiras comerciais injustificadas .
O governo também refutou ponto a ponto as justificativas apresentadas na investigação do USTR . A nota foi classificada como descabidas as acusações contra o Pix e a regulação de plataformas digitais, e como absurdas as acusações relacionadas ao desmatamento.
no Financial Times:
Como argumento contrário à tese de práticas comerciais desleais, o Planalto citou dados do próprio governo americano: um superávit de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços no comércio com o Brasil nos últimos 15 anos, e o fato de que, em 2025, 76% das americanas entraram no Brasil sem pagar imposto de importação, com uma alíquota média efetiva de 3,1%.
A nota também incluiu uma ofensiva política direta contra a família Bolsonaro, acusada de colaboração ativa com o desfecho da investigação americana.
“São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”, finaliza o texto.
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