Finanças

Tarifa cobrada pelos EUA ao Brasil pode chegar a 16,8%, afirma Goldman Sachs

Brasil tem a maior tarifa da América Latina, seguido pelo Peru com 8,5%

Agência O Globo - 16/07/2026
Tarifa cobrada pelos EUA ao Brasil pode chegar a 16,8%, afirma Goldman Sachs
Goldman Sachs - Foto: Reprodução / internet

A tarifa efetiva cobrada pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros deverá ser de 16,8% , estima o banco americano Goldman Sachs.

Com o aumento da tarifa para 25% , anunciado na madrugada de quinta-feira (dia 16) pelo governo americano, o Brasil terá uma maior alíquota cobrada sobre todos os seus produtos exportados para os EUA na comparação com outros países da América Latina, de acordo com o diretor de pesquisa macroeconômica do banco, Alberto Ramos .

A tarifa efetiva leva em conta o total de exportações para os EUA, incluindo aqueles produtos isentos. Por isso, a tarifa efetiva total é mais baixa. De acordo com o banco, esse conjunto amplo de produtos isentos de cobrança soma US$ 2,1 bilhões em exportações ao país.

A tarifa de 25%, calculada pelo banco, vai impactar em 26% das importações brasileiras pelos americanos, que representam US$ 10,2 bilhões em produtos.

O cálculo “pressupõe que a tarifa de 12,5% da Seção 301 relacionada ao trabalho solicitado, que foi proposta, substituirá a tarifa global de 10% da Seção 122 quando esta expirar”, no próximo dia 24 .

O Goldman Sachs afirma que o governo brasileiro deve oferecer linhas de crédito subsidiadas aos setores e indústrias exportadoras mais afetadas. “Também esperamos que as autoridades brasileiras apresentem um relatório considerando, eventualmente, medidas de retaliação comercial pontuais e limitadas, apesar do alerta do USTR de que uma retaliação poderá levar à adoção de medidas ainda mais severas”, diz Alberto Ramos, no.

Depois do Brasil, o Peru ocupa o segundo lugar na região do país mais tarifado pelos EUA, com tarifa efetiva de 8,5% sobre suas exportações aos americanos. O país é seguido do México, com tarifa efetiva de 7,2% , e da Argentina, com tarifa efetiva de 7,1% .