Finanças
PF indiciou ex-presidente do INSS e mais 47 suspeitos de fraudes
Investigação trata de irregularidades relacionadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer)
A Polícia Federal (PF) concluiu um dos inquéritos da Operação Sem Desconto e indiciou 48 pessoas por suspeita de participação em um esquema de fraudes em descontos sobre aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre eles está o ex-presidente do órgão, Alessandro Stefanutto , suspeito de receber vantagens indevidas e acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, além de integrar uma organização criminosa.
A investigação concluída trata de irregularidades relacionadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) , uma das entidades investigadas na operação.
O relatório foi entregue ao ministro André Mendonça , do Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira.
A Operação Sem Desconto investiga um esquema de cobranças associativas não autorizadas em aposentadorias e pensões pagas pelo INSS. Segundo a PF, as entidades firmaram acordos de cooperação com o instituto para realizar descontos mensais diretamente na folha de pagamento dos beneficiários, muitas vezes sem autorização válida dos aposentados e pensionistas.
Este é um dos inquéritos resultantes da operação. As investigações sobre outras entidades suspeitas e demais núcleos do esquema continuam em andamento em procedimentos separados.
A Conafer é uma das entidades que passaram a ser investigadas após ações de crescimento expressivo na arrecadação por meio de descontos em benefícios previdenciários.
As Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram compromissos de filiações irregulares e autorizações obtidas de forma fraudulenta ou sem a consentimento dos beneficiários.
Entre os investigados, além de Stefanutto, está o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes , conhecido como "Careca do INSS" , apontado pela PF como um dos principais operadores do esquema, e o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes .
Também foram feitos outros dirigentes da entidade e pessoas apontadas pela investigação como membros da estrutura responsável pela operacionalização das fraudes.
Segundo a investigação, o grupo é suspeito de integrar uma organização criminosa voltada para a realização de descontos associativos sem autorização de aposentados e pensionistas, mediante pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e ocultação dos valores obtidos com o esquema.
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