Finanças

Blue Origin, de Jeff Bezos, é avaliada em R$ 670 bilhões após primeira rodada de captação

Empresa espacial levantou US$ 10 bilhões com investidores externos e reforça disputa com a SpaceX em projetos comerciais e de exploração da Lua

Agência O Globo - 08/07/2026
Blue Origin, de Jeff Bezos, é avaliada em R$ 670 bilhões após primeira rodada de captação
Jeff Bezos - Foto: Reprodução

A Blue Origin, empresa de astronáutica e serviços de voo espacial fundada pelo bilionário Jeff Bezos, foi avaliada em US$ 130 bilhões (cerca de R$ 670 bilhões) após concluir sua primeira rodada de captação de recursos com investidores externos, segundo o jornal americano The New York Times. A companhia levantou US$ 10 bilhões deste total, em uma operação considerada um marco em sua estratégia para ampliar investimentos e fortalecer a concorrência com a SpaceX, de Elon Musk.

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Segundo as informações divulgadas nesta quarta-feira (8), US$ 4 bilhões foram aportados pela gestora Coatue Management, outros US$ 2 bilhões vieram do próprio Bezos, e os US$ 4 bilhões restantes deverão ser investidos por diferentes instituições financeiras. A forte procura pela rodada de investimentos indica o interesse do mercado nos projetos futuros da empresa.

Entre eles está a TeraWave, rede de comunicações via satélite apresentada pela Blue Origin em janeiro. A empresa também disputa contratos comerciais no setor espacial e trabalha no desenvolvimento de um módulo de pouso lunar para a Nasa, uma das principais frentes da competição com a SpaceX.

Recentemente, Bezos também falou publicamente sobre seus planos para a exploração da Lua, reforçando que esse continua sendo um dos objetivos estratégicos da companhia. Na disputa com a empresa de Elon Musk, as perspectivas de sucesso em missões espaciais, especialmente as voltadas para a superfície lunar, influenciam diretamente a confiança dos investidores e a capacidade de captar novos recursos.

A abertura da empresa ao capital externo ocorre poucos meses após Bezos afirmar que era um "bom momento" para começar a trazer investidores para o negócio. O CEO da Blue Origin, Dave Limp, também reconheceu que a companhia precisaria de um volume expressivo de recursos para atingir suas metas de longo prazo.

A nova injeção de capital acontece, porém, após um revés importante. Em maio, o foguete New Glenn explodiu durante um teste de queima estática na plataforma de lançamento da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. O acidente danificou a única base de lançamento da empresa para esse modelo de foguete, e os reparos devem levar vários meses.

Apesar do contratempo, a Blue Origin mantém um ritmo elevado de investimentos. A expectativa é de que a empresa gaste cerca de US$ 4,8 bilhões apenas neste ano, segundo a revista Forbes. Desde sua fundação, em 2000, já foram investidos aproximadamente US$ 28 bilhões em seus projetos.