Finanças

Cesta básica sobe em 17 capitais em junho. Rio tem a terceira mais cara do país

Valor na capital fluminense chega a R$ 920,94

Agência O Globo - 08/07/2026
Cesta básica sobe em 17 capitais em junho. Rio tem a terceira mais cara do país
- Foto: Procon Maceió

O preço da cesta básica aumentou em 17 capitais brasileiras em junho e recuou em outras dez, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Dieese em parceria com a Conab.

No Rio de Janeiro, o custo do conjunto de alimentos chegou a R$ 920,94, alta de 0,71% em relação a maio. A capital fluminense registrou a terceira cesta mais cara do país. Em 12 meses, a elevação acumulada foi de 9,21%, enquanto no primeiro semestre de 2026, o avanço atingiu 16,27%.

Com esse valor, um trabalhador remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621 precisou dedicar 124 horas e 59 minutos de trabalho para adquirir a cesta, o equivalente a 61,42% da renda líquida, já descontada a contribuição previdenciária.

Alimentos em alta

Dos 13 itens pesquisados no Rio, nove ficaram mais caros em junho. As maiores altas foram observadas na farinha de trigo (5,13%), no tomate (4,60%) e no feijão-preto (3,78%). Também avançaram os preços da manteiga (1,57%), do arroz agulhinha (1,28%), da carne bovina de primeira (1,06%), do pão francês (0,67%), da banana (0,37%) e do leite integral (0,27%).

No acumulado de 12 meses, a batata liderou as elevações, com alta de 54,67%, seguida pelo tomate (25,50%) e pela carne bovina de primeira (13,12%). Considerando o período entre dezembro de 2025 e junho de 2026, o tomate e a batata apresentaram os maiores aumentos, de 137,66% e 92,82%, respectivamente.

Alimentos em queda

Em contrapartida, açúcar refinado (-7,16%), batata (-5,07%), café em pó (-4,78%) e óleo de soja (-1,05%) registraram queda em junho.

Em 12 meses, o café em pó acumulou redução de 23,82%, o açúcar refinado 22,10%, o arroz agulhinha 10,97%, a manteiga 5,24% e farinha de trigo -4,09%.

Já na perspectiva semestral, também houve retração nos preços do açúcar refinado, do café em pó e do óleo de soja, enquanto a farinha de trigo permaneceu estável.