Finanças
Flávio Bolsonaro pede que o Pix não seja alvo de novas tarifas sobre o Brasil
Em audiência do USTR, senador solicitou que a plataforma fique fora de sanções; propôs impedir sua integração a sistemas não ocidentais
Durante sua participação no segundo dia da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro , solicitou ao governo americano que o Pix não seja incluído entre os alvos de revisões comerciais contra o Brasil.
A audiência discute a possível adoção de tarifas e outras medidas comerciais contra produtos brasileiros.
Segundo uma fonte presente na sessão, que falou sob condição de anonimato, Flávio Bolsonaro, o primeiro a discursar no painel de abertura do dia, afirmou que o Pix foi uma criação do governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro . O senador também argumentou que o sistema "não é um problema", pois teria ampliado a inclusão financeira ao "trazer os pobres para o sistema", além de funcionar como um "complemento ao sistema de pagamentos dos Estados Unidos".
Na manifestação escrita enviada ao USTR antes da audiência, Flávio informou que o Brasil aprovava uma legislação para impedir a integração do Pix com sistemas internacionais de liquidação de pagamentos de países não ocidentais. Segundo o senador, essa seria uma alternativa mais eficaz do que a imposição de tarifas para responder às preocupações americanas em relação ao sistema de pagamentos.
A defesa do Pix ocorre em meio à intensificação da interlocução da família Bolsonaro com membros do governo Donald Trump sobre a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil. Nas últimas semanas, Flávio esteve em Washington, onde se reuniu com autoridades americanas e recebeu uma resposta do secretário de Estado, Marco Rubio , a uma carta enviada pelo senador.
No documento, Rubio agradece a oferta feita por Flávio para que representantes do governo americano participem de eventuais encontros caso o senador seja eleito presidente em outubro e afirma esperar trabalhar com uma futura administração Bolsonaro. Ao mesmo tempo, o secretário reafirma as críticas de Washington às políticas adotadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e sinaliza a continuidade das investigações comerciais conduzidas pelo USTR.
Paralelamente, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro intensificou sua atuação nos Estados Unidos em defesa das medidas da administração Trump relacionadas ao Brasil, mantendo interlocução com membros do governo americano durante o andamento da investigação comercial. Em junho deste ano, Eduardo chegou a se manifestar nas redes sociais , recebendo fortes críticas.
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