Finanças
BNDES quer movimentar R$ 6 bi em novo leilão de crédito de carbono via reflorestamento
Realização do trâmite, na prática uma segunda fase do programa ProFloresta+, ainda não tem data definida, mas está prevista para acontecer ainda neste ano, afirmou Mercadante.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai realizar um segundo leilão para venda de crédito de carbono oriundos de restauração florestal, com a estimativa de movimentar R$ 6 bilhões, segundo o presidente da instituição, Mercadante. A realização do trâmite, na prática uma segunda fase do programa ProFloresta+, ainda não tem data definida, mas está prevista para ocorrer ainda neste ano, afirmou.
Desenrola, crédito para estudantes, garantia do FGTS:
Créditos de carbono:
— O BNDES já aprovou R$ 14 bilhões para o plantio de florestas. Estamos falando de 342 milhões de árvores sendo plantadas. Ou, no período da Copa (do Mundo), são 280 mil campos de futebol que estamos plantando de árvores nativas — afirmou ele. — Hoje estamos assumindo o compromisso de chegar a R$ 20 bilhões.
A afirmação foi feita logo na abertura do Brasil Mais Verde - 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, realizado nesta quinta-feira pelo BNDES, em parceria com os ministérios do Meio Ambiente, da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
A primeira fase da iniciativa contou com o BNDES como "comprador âncora" dos créditos de carbono ofertados por projetos de restauração ecológica na Amazônia, por meio de um contrato público, com um prazo de 20 anos.
Em paralelo, o BNDES pode também atuar no financiamento dos projetos que se propõem a atuar na geração desses créditos a partir de reflorestamento, principalmente usando recursos do Fundo Clima.
— Agora, vamos fazer um movimento em direção a esses R$ 6 bilhões, para realizar um segundo leilão. Vamos chamar todas as empresas que querem comprar créditos, já havendo empresas interessadas — afirmou Mercadante. — Em paralelo, vamos abrir um outro edital para que os fornecedores apresentem seus modelos de plantio e possam ser financiados.
Nova norma:
Ou seja, nesta nova etapa do ProFloresta+, o foco está em multiplicar o número de compradores. Eles virão de setores diversos, como indústria química, óleo e gás e outros, explicou o executivo.
Por isso, empresas interessadas em comprar e em vender créditos de carbono serão chamadas a participar do trâmite. A previsão do banco é alcançar 60 mil hectares restaurados nos diversos biomas do país, com a captura de cerca de 19 milhões de toneladas de CO2.
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