Finanças

Governo brasileiro lamenta imposição de taxas da União Europeia sobre o aço brasileiro e cobra compensações

Em nota conjunta, Itamaraty e Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio alegam que a imposição de medidas de restrição comercial não contribui para a busca de solução

Agência O Globo - 01/07/2026
Governo brasileiro lamenta imposição de taxas da União Europeia sobre o aço brasileiro e cobra compensações
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O governo brasileiro lamentou a adoção de novas restrições ao aço brasileiro pela União Europeia, com a elevação das tarifas de produtos siderúrgicos que ultrapassam a cota de exportação acordada previamente. Em nota conjunta, os Ministérios de Relações Exteriores e do Desenvolvimento Indústria e Comércio (Mdic) afirmaram que a imposição de medidas de restrição comercial não contribui para a solução e pode reduzir ainda mais o acesso ao mercado de produtos siderúrgicos do bloco.

"A imposição de medidas de restrição comercial a países que não são a causa do problema não contribui para a busca de solução efetiva e pode levar a uma escalada de medidas de defesa comercial", diz a nota, acrescentando que o Brasil é "vítima" do excesso de capacidade global no setor e que segue empenhado no enfrentamento da questão nos fóruns competentes, como o Fórum Global Sobre Excesso de Capacidade Siderúrgica.

O texto destaca que ainda não houve acordo entre o Brasil e a UE sobre compensações a serem oferecidas ao país pela elevação das tarifas de produtos siderúrgicos, no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT).

"O sistema de quotas implementado hoje pela União Europeia constitui medida unilateral e não configura instrumento de compensação do ponto de vista do governo brasileiro", conclui a nota.