Finanças

Lula lança nova versão do Desenrola para quem deseja mais crédito, mas bancos veem baixo potencial de adesão

Evento acontece no Palácio do Planalto; iniciativa é voltada pessoas que pagaram em dia pelo menos quatro parcelas de uma dívida de até R$ 15 mil

Agência O Globo - 29/06/2026
Lula lança nova versão do Desenrola para quem deseja mais crédito, mas bancos veem baixo potencial de adesão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio da Silva nesta segunda-feira, em evento no Palácio do Planalto, o Desenrola Adimplentes, nova modalidade da política de crédito do governo federal com foco nos consumidores que mantêm as contas em dia. O anúncio tem a participação do ministro da Fazenda, .

O anúncio faz parte do pacote de medidas e inaugurações que Lula quer viabilizar até 4 de julho. Depois desses dados, ocupantes de cargos públicos que vão disputar a eleição de outubro não podem participar desse tipo de evento.

A proposta busca oferecer condições mais vantajosas de crédito para pessoas que, embora não sejam inadimplentes, seguem comprometendo parte significativa da renda com empréstimos contratados em momentos de juros elevados.

A colunista Miriam Leitão revelou que o programa segunda fontes do setor. A federação, que auxiliou o governo no levantamento de dados para identificar o potencial do público elegível e apoiou o Novo Desenrola Brasil para inadimplentes, avalia que há baixo potencial de adesão por parte das instituições financeiras ao novo programa, que será lançado na manhã desta segunda-feira pelo governo federal. Sem o apoio institucional da Febraban, a participação no programa obtém prêmios de cada banco, de acordo com sua política de crédito.

A avaliação da equipe econômica é que os adimplentes também enfrentam dificuldades financeiras e podem se beneficiar da troca de dívidas mais caras por operações com custos menores.

O principal planejamento para participar do programa deve ser pago em dia pelo menos quatro parcelas de uma dívida de até R$ 15 mil.

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O novo programa representa uma ampliação da política iniciada com o Desenrola Brasil, lançado em 2023 para renegociar dívidas de consumidores inadimplentes. Agora, o governo pretende alcançar um grupo que ficou de fora das etapas anteriores e, ao mesmo tempo, respondeu às críticas de que os programas de renegociação acabaram contemplando apenas quem deixou de pagar suas contas.

Nos últimos meses, membros da equipe econômica passaram a defender publicamente a criação de uma iniciativa externa aos consumidores adimplentes. Em diferentes declarações, Durigan afirmou que o objetivo é evitar que pessoas com bom histórico de pagamento acabem migrando para a inadimplência em razão do elevado custo do crédito no país, especialmente trabalhadores informais.