Finanças
Lula se reúne hoje com big techs para discutir inteligência artificial no G7
Presidente também deve participar de encontro sobre investimentos de países ricos em nações em desenvolvimento
Em seu segundo dia de participação na cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem como principal compromisso um almoço com representantes de big techs para debater inteligência artificial. O encontro deverá contar com a presença de CEOs de empresas como Meta, Google, OpenAI e a francesa Mistral AI.
A expectativa é que os países europeus, maioria no G7, defendam uma regulação mais rígida para a inteligência artificial. Já os Estados Unidos tendem a evitar medidas que possam impor restrições ao desenvolvimento tecnológico.
Além do almoço, Lula deverá participar de uma reunião sobre investimentos de países ricos em nações em desenvolvimento. No encontro, o presidente brasileiro deve retomar pontos já abordados em seu discurso de terça-feira.
— Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica. O mundo em desenvolvimento transfere R$ 1,4 trilhão por ano em serviço da dívida, valor sete vezes superior à ajuda recebida dos países ricos — disse Lula.
Avanço do protecionismo
Lula também criticou o avanço do protecionismo e do unilateralismo durante discurso na sessão ampliada da cúpula do G7. Sem citar diretamente os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump, o presidente brasileiro afirmou que essas práticas ressurgem como "respostas falaciosas" para problemas complexos da economia global e defendeu o fortalecimento da cooperação internacional.
A participação de Lula ocorreu em meio às negociações comerciais entre Brasília e Washington. No início deste mês, o governo americano divulgou as instruções de uma investigação comercial que recomendava a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, além de uma sobretaxa de 12,5% relacionada a alegações de combate insuficiente ao trabalho proposto.
Em outro momento, Lula defendeu o combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas. Diante de Trump, o brasileiro afirmou ainda que o enfrentamento ao crime deve considerar o respeito à soberania dos Estados. A declaração apresentada após os Estados Unidos foi classificada em 28 de maio como facções criminosas CV e PCC como organizações terroristas.
Fraudes fiscais
Lula denunciou ao governo dos Estados Unidos que criminosos envolvidos em fraudes fiscais no Brasil utilizam o estado americano de Delaware para lavagem de dinheiro.
— O enfrentamento ao narcotráfico não pode ser dissociado de outros ilícitos, como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas. Valorizar o diálogo e a cooperação institucional, inclusive por meio da Interpol, contribuirá para a localização de ativos e indivíduos limitados a essas atividades criminosas — afirmou Lula, em seu discurso no encontro do G7, em Évian-les-Bains, na França.
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