Finanças

Lula anuncia linha de crédito para compra de moto por entregadores

Programa prevê financiamento com garantia do FGO, prazo de até 48 meses e carência de dois anos

Agência O Globo - 12/06/2026
Lula anuncia linha de crédito para compra de moto por entregadores
Lula - Foto: © ANSA/EPA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia nesta quinta-feira uma nova linha de crédito subsidiado para facilitar a compra de motocicletas por entregadores e trabalhadores que usam o veículo como fonte de renda.

Batizado de Move Brasil – Entregadores e Moto Apps, o programa é voltado a profissionais que utilizam motos em serviços de transporte urbano individual de passageiros ou de cargas, especialmente vinculados a plataformas digitais.

“O Move Brasil – Entregadores e Moto Apps é voltado a trabalhadores que usam a moto como instrumento de renda, prestando serviços de transporte urbano individual de passageiros ou de cargas”, informou o Palácio do Planalto, em nota.

De acordo com o governo, a linha de crédito contará com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO), prazo de pagamento de até 48 meses e possibilidade de descontos oferecidos pelas montadoras. A iniciativa pretende facilitar o financiamento de motocicletas, motonetas e ciclomotores para quem depende do veículo para trabalhar.

O programa também deve prever carência de dois anos para o início dos pagamentos. Segundo técnicos que acompanham as discussões, para ter acesso ao financiamento será necessário comprovar vínculo com uma plataforma, como iFood, por exemplo, por pelo menos seis meses.

A exigência de cadastro em plataforma tem como objetivo permitir que as parcelas do empréstimo sejam descontadas diretamente da remuneração a ser creditada na conta bancária do trabalhador.

Técnicos estimam que o público potencial da medida varie entre 700 mil e 1,2 milhão de entregadores em todo o país. O valor médio de uma motocicleta é estimado em R$ 17,8 mil, abaixo do custo de um automóvel.

A proposta também prevê a possibilidade de uso dos recursos para a compra de motos elétricas, que custam, em média, entre R$ 8 mil e R$ 9 mil. Não haverá exigência de que o fabricante seja uma empresa nacional.

A medida ainda passa por ajustes finais, mas o governo pretende anunciar o financiamento ainda este mês, dentro de um conjunto de ações voltadas a trabalhadores em ano eleitoral.