Finanças

Inflação desacelera em maio, mas fica acima do esperado

Alimentos e energia elétrica pressionam o IPCA, que acumulou alta de 4,72% em 12 meses

Agência O Globo - 12/06/2026
Inflação desacelera em maio, mas fica acima do esperado
Inflação - Foto: Reprodução

A inflação no Brasil foi de 0,58% em maio , após alta de 0,67% em abril. Apesar da desaceleração, o resultado é o maior para o mês desde 2021, quando o índice chegou a 0,83%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O resultado ficou acima da expectativa dos analistas do mercado, que projetavam alta de 0,53%.

Um dos principais responsáveis ​​pela pressão inflacionária foi o grupo de alimentação e bebidas, que avançou 1,33% e respondeu por cerca de metade do resultado do mês. Os alimentos vêm registrando altas sucessivas, influenciados por condições climáticas desfavoráveis ​​e por impactos indiretos do conflito no Oriente Médio, que pressionaram custos de combustíveis e fretes.

A alimentação no domicílio subiu 1,65%. As principais altas registradas foram na batata-inglesa (44,69%), no tomate (20,62%), na cebola (16,80%) e nas carnes (1,39%). Entre os itens que caíram, destacam-se o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%).

“O aumento desses itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, explicou o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves.

No acumulado em 12 meses, o IPCA chegou a 4,72% , ultrapassando a barreira do teto da meta definida pelo Banco Central, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para os próximos meses, a avaliação dos economistas é de que a inflação deve seguir pressionada, ainda sob influência do cenário internacional e da previsão de um El Niño mais intenso no segundo semestre.