Finanças
Inflação desacelera em maio, mas taxa de 0,58% é a maior para o mês desde 2021
Alimentos e energia elétrica pressionam o IPCA, que ficou acima das projeções do mercado
A inflação oficial do país chegou a 0,58% em maio, após alta de 0,67% em abril. Embora tenha desacelerado, o resultado é o maior para o mês desde 2021, quando o índice alcançou 0,83%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O percentual ficou acima da expectativa de analistas do mercado, que projetavam alta de 0,53%.
Um dos principais fatores de pressão no mês foi o grupo de alimentação, que avançou 1,33% e respondeu por cerca de metade do resultado. Os alimentos vêm registrando altas sucessivas, influenciados por condições climáticas desfavoráveis e pelos impactos indiretos das tensões no Oriente Médio, que afetam o mercado internacional de petróleo e encarecem combustíveis e fretes.
A energia elétrica também contribuiu para a alta do IPCA, ampliando o peso dos custos no orçamento das famílias.
No acumulado em 12 meses, o índice chegou a 4,72%, voltando a ultrapassar o teto da meta de inflação, fixada em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Para os próximos meses, economistas avaliam que a inflação deve continuar pressionada, ainda sob efeito do cenário internacional e da previsão de um El Niño mais forte que o esperado no segundo semestre.
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