Finanças

Correios preparam novo PDV para até 7 mil funcionários após adesão abaixo da meta

Programa será voltado exclusivamente a empregados lotados em unidades previstas para extinção no plano de reestruturação

Agência O Globo - 12/06/2026
Correios preparam novo PDV para até 7 mil funcionários após adesão abaixo da meta
Correios - Foto: Reprodução

Os Correios pretendem lançar, nas próximas semanas, um novo Plano de Demissão Voluntária (PDV), com público potencial de 7 mil trabalhadores. A expectativa é que o programa permaneça aberto até o fim do ano.

A estratégia da estatal é direcionar os desligamentos exclusivamente a funcionários lotados em unidades que serão extintas. Ao todo, o plano de reestruturação prevê o fechamento de cerca de mil pontos de atendimento, entre centros de tratamento e armazenamento de cargas e agências.

Desta vez, a direção da empresa não pretende estabelecer uma meta de adesões para o segundo PDV do ano. No primeiro programa, lançado em fevereiro e encerrado em março, 3.075 funcionários aderiram, número bem abaixo da meta inicial de 10 mil desligamentos.

Apesar da baixa adesão, a estatal afirma que alcançou uma economia equivalente a 45% da meta de R$ 1,4 bilhão prevista. Para o novo PDV, o incentivo financeiro deverá ser um pouco menor, com um teto de indenização ainda em definição.

Os detalhes do programa estão sendo finalizados pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação. Caso a iniciativa não tenha o resultado esperado, a direção dos Correios não descarta a possibilidade de demissões.

As despesas com pessoal estão entre os principais gastos da estatal, que registrou prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano. O resultado negativo foi 82,35% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

O governo, no entanto, afirma que pretende tirar a empresa do vermelho até 2027, com a execução do plano de reestruturação. Além do corte de despesas, a proposta prevê novas parcerias com o setor privado para ampliar as receitas. Para 2026, a estimativa é de prejuízo na casa de R$ 10 bilhões.