Finanças
China convoca Temu e outras quatro plataformas por suspeita de publicidade enganosa
Autoridades também chamaram JD.com, Pinduoduo, Douyin e RedNote para prestar esclarecimentos sobre promoções do festival de compras 6.18
As gigantes chinesas do comércio eletrônico Temu e JD.com estão entre as cinco plataformas convocadas nesta quinta-feira pelas autoridades de Pequim para prestar esclarecimentos sobre suspeitas de publicidade enganosa, informou o órgão regulador do mercado da capital chinesa.
Também foram chamados representantes da Pinduoduo , empresa do mesmo grupo controlador da Temu, além das redes sociais Douyin e RedNote , esta última conhecida como o “Instagram chinês”.
As reuniões, conduzidas pela Administração Municipal de Regulação do Mercado de Pequim, ocorrem em um momento em que o governo chinês amplia a fiscalização contra práticas associadas à chamada concorrência do tipo “involução”.
Disputa agressiva
Na China, o termo é usado para descrever uma disputa cada vez mais agressiva entre empresas que, apesar do aumento de esforços e investimentos, não geram avanços eficazes e podem se tornar contraproducentes para o mercado.
Nos últimos meses, uma campanha das autoridades contra esse tipo de prática já alcançou grandes companhias de setores de comércio eletrônico, entrega de refeições e veículos elétricos.
Segundo comunicado oficial, o órgão regulador regulamenta problemas relacionados à publicidade enganosa em eventos promocionais, regras consideradas irregulares e falta de informações claras sobre os comerciantes que atuam nas plataformas.
Exigências de correção
As autoridades estabeleceram “exigências de correção” para prevenir e reduzir riscos durante o festival de compras online conhecido como 6.18 , realizado neste mês e considerado um dos maiores da China.
De acordo com o documento, algumas plataformas anunciaram campanhas com “10 bilhões de yuans em subsídios” — o equivalente a mais de US$ 1,4 bilhão — sem detalhar os valores proporcionados aos consumidores nem a duração real das promoções.
A convocação ocorre em meio ao aumento da fiscalização sobre práticas comerciais impostas pelas gigantes chinesas de tecnologia, especialmente durante períodos de grandes liquidações, quando as empresas disputam consumidores com descontos agressivos e campanhas de marketing de amplo alcance.
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