Finanças
Dia dos Namorados 2026: pesquisa aponta que 91% pretendem dar presentes
Roupas e acessórios lideram a lista de itens mais procurados; comer fora é a principal opção de celebração, e 73% planejam homenagens nas redes sociais
Como o brasileiro pretende comemorar o Dia dos Namorados em 2026? A resposta está em pesquisa do Instituto Locomotiva, realizada em parceria com a QuestionPro e divulgada nesta quarta-feira. Além de impulsionar as vendas do comércio e movimentar restaurantes, como ocorre tradicionalmente desde a criação da data no Brasil, em 1949, o levantamento aponta um comportamento cada vez mais presente: as homenagens públicas nas redes sociais.
Presentes: os clássicos
Segundo a pesquisa, 91% dos brasileiros que estão em um relacionamento pretendem presentear a pessoa amada, o equivalente a cerca de 114 milhões de pessoas. O percentual supera o registrado em 2025, quando 69% dos entrevistados afirmaram ter comprado presentes para a data.
Apesar da alta intenção de consumo, a maioria ainda não foi às compras: 75% dizem que pretendem adquirir um presente, mas ainda não fizeram a compra, enquanto 16% já garantiram o mimo. Apenas 9% afirmam que não pretendem presentear neste Dia dos Namorados.
Entre os itens mais procurados, roupas e acessórios aparecem na liderança, citados por 57% dos entrevistados que compraram ou pretendem comprar presentes. Chocolates ocupam a segunda posição, com 41%, seguidos por cosméticos — como perfumes, maquiagens e cremes —, mencionados por 35%.
Outras opções escolhidas são cestas de café da manhã ou produtos gourmet (33%), calçados (29%) e flores (23%). A pesquisa mostra ainda que experiências e serviços ligados ao bem-estar vêm ganhando espaço entre os presentes. Viagens foram citadas por 18% dos participantes, enquanto serviços de relaxamento, como spa, massagens e salão de beleza, aparecem com 16%.
Para o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, o comportamento revela mais continuidade do que ruptura.
— Os códigos clássicos da data seguem muito fortes: roupa, acessório, chocolate, jantar, passeio, comemoração a dois. O brasileiro sabe o que espera do Dia dos Namorados e o mercado também sabe quais categorias a data costuma mobilizar — afirma.
Celebrações especiais
Além da troca de presentes, a data deve ser marcada por comemorações. Quase todos os entrevistados que estão em um relacionamento, 94%, afirmaram que pretendem realizar alguma atividade especial com o parceiro.
Comer fora é a principal escolha, mencionada por 37% dos entrevistados. Em seguida aparecem atividades como cinema, passeios ou ida a motel, com 30%, e a preparação de um almoço ou jantar especial em casa, opção de 16%.
Na categoria de restaurantes, os tipos de culinária também foram analisados. Os mais procurados neste ano devem ser churrascarias e restaurantes italianos. Os estabelecimentos de comida brasileira aparecem na sequência, à frente das casas de culinária japonesa, pizzarias e redes de fast food.
As churrascarias se destacam especialmente quando a pesquisa considera as classes sociais: 24% dos consumidores da classe C buscam esse tipo de restaurante, ante 32% das classes D e E, 11% das classes A e B e 19% no total. Na classe C, também ganham relevância os restaurantes de culinária brasileira e as pizzarias. Já nas classes A e B, aparecem com mais força as culinárias italiana e japonesa.
Amor nas redes
Um dado que chama atenção revela o comportamento dos apaixonados nas redes sociais: 73% dos brasileiros que estão em um relacionamento pretendem publicar fotos ou mensagens em homenagem ao parceiro. Entre os integrantes da Geração Z, com idades entre 18 e 30 anos, esse percentual sobe para 80%, o equivalente a quatro em cada cinco pessoas.
— O Dia dos Namorados ajuda a entender como o brasileiro negocia desejo, orçamento e afeto. A data não movimenta apenas categorias de presente, mas diferentes formas de comemorar, como comer fora, preparar algo em casa, postar nas redes ou escolher um item que combine utilidade e carinho. Para o mercado, mostra que o consumo ligado ao amor não depende apenas de renda, mas da capacidade de oferecer significado, conveniência e experiência — analisa Renato Meirelles.
A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas digitais com 1.000 brasileiros com 18 anos ou mais, entre 29 de abril e 6 de maio de 2026. A amostra tem abrangência nacional e foi ponderada por gênero, faixa etária, escolaridade e classe social, de acordo com parâmetros da PNAD Anual do IBGE. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.
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