Finanças

'Vamos conversar com Alcolumbre', diz ministro do Trabalho sobre fim da escala 6x1

Presidentes da República e do Senado estão com as relações estremecidas desde a rejeição da indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF)

Agência O Globo - 27/05/2026
'Vamos conversar com Alcolumbre', diz ministro do Trabalho sobre fim da escala 6x1
Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o presidente Lula irá procurar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para buscar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas, "em nome da classe trabalhadora". Marinho declarou ainda que é "soldado da causa" e que dialogará com os senadores.

— Nós vamos conversar com o Davi, vamos conversar com o Senado. Seguramente, não vão contrariar o grito do povo trabalhador, em especial da juventude trabalhadora e da mulher trabalhadora. Eu creio que o presidente Davi terá sensibilidade — afirmou o ministro, após a aprovação do relatório da PEC pela comissão especial da Câmara.

Lula e Alcolumbre têm mantido relações estremecidas desde a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Questionado se a sensibilidade política superará a crise, Marinho respondeu:

— Com certeza. Eles (Lula e Davi) ficam três meses sem se falar, mas voltam a conversar calorosamente.

O ministro evitou prever uma data para a votação da PEC no Senado, mas manifestou expectativa de que isso aconteça o quanto antes.

— O Senado tem o tempo dele. O que a gente pede é que façam o mais rápido possível. Espero que o Senado tenha sabedoria de manter o relatório para não ter que voltar para cá e depois retornar ao Senado — avaliou Marinho.

Ele ressaltou que o texto aprovado é fruto de um processo de composição entre diferentes visões.

— Aqui há respeito ao empresariado, ao trabalhador e aos parlamentares brasileiros, inclusive da oposição. Portanto, creio que o Senado terá sabedoria para ouvir — destacou o ministro.

Marinho afirmou ainda que a expectativa é aprovar o relatório no plenário da Câmara dos Deputados ainda nesta quarta-feira, sem alterações.