Finanças

Lula deve procurar Alcolumbre para discutir fim da escala 6x1, diz ministro do Trabalho

Presidentes da República e do Senado estão com as relações estremecidas desde a rejeição da indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF)

Agência O Globo - 27/05/2026
Lula deve procurar Alcolumbre para discutir fim da escala 6x1, diz ministro do Trabalho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o presidente Lula irá procurar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), "em nome da classe trabalhadora", para discutir a aprovação no Senado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas. Marinho declarou ser "soldado da causa" e garantiu que também dialogará diretamente com os senadores.

— Nós vamos conversar com o Davi, vamos conversar com o Senado. Seguramente, não vão contrariar o grito do povo trabalhador, em especial da juventude trabalhadora e da mulher trabalhadora. Eu creio que o presidente Davi terá sensibilidade — afirmou o ministro, após a votação do relatório da PEC na comissão especial da Câmara.

Lula e Alcolumbre têm mantido relações estremecidas desde a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Questionado se a sensibilidade política poderá superar a crise entre os presidentes, Marinho respondeu:

— Com certeza. Eles (Lula e Davi), ficam três meses sem se falar, mas voltam a conversar calorosamente.

O ministro evitou estipular uma data para a votação da PEC no Senado, mas manifestou expectativa por celeridade no processo.

— O Senado tem o tempo dele. O que a gente pede é que eles façam o mais rápido possível. Espero que o Senado tenha sabedoria de manter o relatório para não ter que voltar para cá e, depois, retornar ao Senado — disse Marinho.

Ele destacou que o texto aprovado da PEC resulta de um processo de composição entre diferentes visões.

— Aqui tem visão de respeito ao empresariado, ao trabalhador e aos parlamentares brasileiros, inclusive da oposição. Portanto, creio que o Senado terá sabedoria para ouvir — ressaltou o ministro.

Marinho também afirmou que a expectativa é aprovar o relatório no plenário da Câmara dos Deputados ainda nesta quarta-feira, sem alterações.