Finanças
Hugo Motta propõe solução conjunta para salvar o BRB após perdas com Banco Master
Presidente da Câmara relata diálogo com governadora do DF e articulação junto a ministros para buscar apoio ao banco
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu um esforço conjunto e institucional para salvar o Banco de Brasília (BRB). Segundo Motta, a paralisação das operações do banco público traria impactos negativos não apenas ao Distrito Federal, mas a todo o país.
Em declaração indireta ao presidente Lula, que não recebeu a governadora do DF, Celina Leão (PP), para discutir a capitalização do BRB, Motta ressaltou a necessidade de isenção política neste momento decisivo. "Não podemos deixar uma política partidária imperar. É hora de agir com institucionalidade e buscar o que é correto para o país. O momento do palácio eleitoral deve ficar para o período de proteção", afirmou Motta em entrevista à CNN Brasil.
O deputado relatou que já conversou com o governador sobre a situação do BRB e que buscou apoio entre ministros do governo federal para tratar do assunto.
"Não é bom para o sistema financeiro que um banco público como o BRB não consiga manter suas atividades. Isso não afeta apenas o Distrito Federal, mas todo o país. Quem ganha com o BRB quebrando? Não ninguém ganhando, só vejo perdas. Por isso, defendo que o diálogo é o caminho para encontrar soluções", destacou Motta.
Ele acrescentou: “Espero que um governador consiga dialogar com o governo federal e que, quem sabe, uma solução conjunta a quatro mãos seja construída para evitar que, na minha avaliação, seria o BRB deixar de operar”.
O governo do Distrito Federal precisa aportar cerca de R$ 8 bilhões no BRB para cobrir o déficit gerado por transações com o Banco Master, mas não dispõe de recursos suficientes.
Como alternativa, o governo local tenta viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e aos bancos, buscando o aval da União. A garantia do Tesouro Nacional daria mais segurança às instituições financeiras e ao FGC, permitindo melhores condições de pagamento, como carência e prazos mais longos.
No entanto, o DF não possui nota de crédito suficiente para obter o aval, e a governadora Celina Leão buscou apoio direto do presidente da República para tentar uma exceção à regra.
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