Finanças
Comissão do Senado aprova Otto Lobo para presidência da CVM por 19 votos a 4
Indicação segue para votação no plenário do Senado, que pode ocorrer ainda hoje
A Comissão de Assuntos Económicos (CAE) do Senado aprovou, por 19 votos a 4, a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A análise segue agora para o plenário do Senado, responsável pela decisão final, que pode ser tomada ainda nesta quarta-feira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou, há pouco mais de quatro meses, em 6 de janeiro, como prescrição de Otto Lobo para a presidência da CVM e de Igor Muniz para o cargo de diretor da autarquia. A indicação de Igor Muniz também foi aprovada, por 19 votos a favor e apenas 1 contra.
Atualmente, há três vagas abertas no diretório da CVM, mas o Executivo fez apenas duas restrições até o momento.
Durante sabatina realizada quarta-feira, Otto nesta Lobo foi questionado pelos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Eduardo Braga (MDB-AM) sobre decisões tomadas por ele que foram favorecidos pelo grupo Master em processos na CVM.
O episódio mais discutido envolveu uma decisão em que Lobo barrou uma oferta pública de aquisição de uma companhia ligada ao grupo Master, contrariando a análise da área técnica do órgão. Como presidente do colegiado, Lobo utilizou o voto de qualidade, que, nesse caso, teve peso duplo.
Em sua defesa, Otto Lobo afirmou ter agido de forma técnica nos casos que envolveram o Banco Master.
"Não houve benefício ao Banco Master no caso Ambipar porque a lei é muito clara: não se pode importar OPA contra o não controlador, e essa parte da decisão foi unânime. Não entendo como eu e o diretor Acioli pensam ter auxiliado o fundo Master se essa parte da decisão foi unânime", declarou.
Uma investigação da CVM revelou que o grupo Master, de Daniel Vorcaro, teria atuado em conluio com a Ambipar em uma operação para inflar os papéis da multinacional.
Os senadores também questionaram Otto Lobo sobre um suposto apoio do empresário Joesley Batista à sua indicação para o comando da autarquia, o que foi negado por indicação do presidente Lula.
"Sobre quem apoia ou não apoia, não posso responder a essa pergunta, pois não tenho essas informações. O que posso afirmar é que todas as minhas decisões foram técnicas", reforçou Otto Lobo.
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