Finanças
Ministro afirma que Brasil manterá exportação de carne à Europa e buscará reverter restrição
União Europeia deixou o Brasil de fora da lista de países autorizados para exportar carne ao bloco; decisão vale a partir de 3 de setembro.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil seguirá exportando carne para a União Europeia (UE) e que o governo vai trabalhar para reverter a decisão do bloco, que impõe novas exigências sanitárias e de rastreabilidade.
Nesta terça-feira, a UE anunciou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne animal para o bloco europeu. Durante o congresso de Abramilho, André de Paula disse acreditar que o governo brasileiro poderá reverter a medida por meio de negociações diplomáticas.
— O Brasil tem um sistema sólido e robusto de defesa agropecuária. Somos os maiores produtores de proteína animal do mundo. Exportamos para 170 países e estamos há 40 anos na Europa. Vamos seguir exportando para a Europa, fizemos ontem e faremos amanhã — afirmou o ministro.
De acordo com André de Paula, a questão vem sendo discutida tecnicamente entre o governo brasileiro e representantes europeus.
— Fomos surpreendidos. Foi uma antecipação de uma questão que estava sendo debatida técnica , completau.
Na manhã desta quarta-feira, houve uma reunião entre o embaixador do Brasil junto à União Europeia e representantes do governo brasileiro para discutir um plano de ação diante das exigências impostas pelos países europeus.
A decisão da UE passa a valer a partir de 3 de setembro. Até lá, as exportações de carne seguem normalmente.
A União Europeia é um importante parceiro comercial para o Brasil. Segundo dados do Agrosat, sistema de informações do setor, as exportações de carnes (incluindo bovinos e carne branca) para os 27 países da UE somaram US$ 1,8 bilhão em 2025, tornando o bloco o segundo maior destino do produto brasileiro. No mesmo ano, o Brasil exportou US$ 31,8 bilhões em carnes. A China lidera o ranking, com US$ 9,8 bilhões.
Entre as novas exigências da UE estão regras mais rigorosas sobre uso de antibióticos, comprovação sanitária, segregação da produção e rastreabilidade individual dos animais.
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