Finanças

Pesquisa aponta que 56% dos brasileiros pretende apostar durante a Copa do Mundo de 2026

Quase 80% dos potenciais apostadores estão endividados, revela levantamento

Agência O Globo - 13/05/2026
Pesquisa aponta que 56% dos brasileiros pretende apostar durante a Copa do Mundo de 2026
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A menos de um mês para o início da Copa do Mundo de 2026, uma pesquisa revela que o evento deve impactar diretamente o orçamento dos brasileiros. Segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (11), 56% dos entrevistados afirmaram que pretendiam realizar apostas em plataformas de apostas durante uma competição. O estudo também indica que o interesse em gastar cresce conforme o desempenho da seleção brasileira: 47% dos participantes disseram que pretendem aumentar os gastos caso o Brasil avance no torneio.

O recorte sobre o perfil dos apostadores chama atenção: entre os que pretendem apostar durante a Copa, 79% estão individualizados. Já entre os que não possuem dívidas, o percentual cai para 48%.

Realizado pela Creditas em parceria com a Opinion Box, o levantamento mostra ainda que o hábito de apostar é mais forte entre os jovens: 69% deles pretendem apostar, mesmo sem terem acompanhado o último título mundial da seleção.

Entre os entrevistados com intenção de apostar, 31% esperam obter retorno financeiro para complementar o orçamento mensal, enquanto 15% enxergam as apostas como uma oportunidade de renda extra. Já 54% afirmaram que a principal motivação é a diversão.

“Os dados mostram que as apostas já fazem parte do cotidiano de consumo, o que reforçam a necessidade de ampliar o debate sobre educação financeira, especialmente em contextos de maior exposição ao consumo e ao risco”, destaca Guilherme Casagrande, educador financeiro da Creditas.

O estudo, intitulado “Placar das Finanças: como o futebol mexe no bolso e na dívida dos brasileiros” , também aponta que, apesar do alto índice de endividamento, 49% dos entrevistados relataram que momentos de socialização, como assistir aos jogos com amigos e familiares, justificam os gastos extras durante o torneio.

Segundo Casagrande, o envolvimento emocional e social provocado pela Copa pode tornar as decisões financeiras menos racionais. “O problema é quando essa combinação de impulso, consumo e falta de planejamento começa a pressão ainda mais um orçamento que já está fragilizado”, alerta.

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