Finanças

Vai fazer um Pix? Veja dez dicas para realizar transações com segurança e evitar armadilhas

Segundo especialista, cuidados simples ajudam a evitar erros e golpes

Agência O Globo - 12/05/2026
Vai fazer um Pix? Veja dez dicas para realizar transações com segurança e evitar armadilhas
Pix - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O Pix caiu de vez no gosto dos brasileiros desde o seu lançamento, em novembro de 2020, e se tornou parte da rotina de milhões de pessoas. Segundo o Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas usam o meio de pagamento instantâneo, o equivalente a cerca de 80% da população. Apenas em janeiro deste ano, foram realizadas mais de sete bilhões de transações. Diante da popularidade, é importante adotar hábitos para usar uma ferramenta com mais segurança e evitar cair em armadilhas.

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Dieese:

Monisi Costa, diretora de Pagamentos da Vindi, empresa de soluções de pagamentos, diz que o crescimento do Pix é positivo tanto para consumidores quanto para empresas. No entanto, ela destaca que, por ser instantâneo, há uma redução da janela de percepção quando há um erro ou um golpe.

— Uma confirmação feita no impulso pode significar dinheiro indo para uma conta errada em segundos — diz.

Segundo um especialista, cuidados simples, como conferir o nome do recebedor antes de concluir a operação, ajudam a evitar erros e golpes no uso do Pix, especialmente em situações de distração, pressão ou ambientes movimentados.

— O Pix não erra. Quem erra é quem confirma sem olhar — diz Monisi. — Por isso, o hábito mais simples e mais ignorado ainda é conferir o nome do recebedor antes de confirmar. Parece óbvio, mas na pressa do dia a dia, na fila, com o celular na mão, a maioria das pessoas pula essa etapa. E é exatamente nesse segundo de descoberto que o golpe acontece — complemento.

Para ajudar a usar o Pix com mais segurança, um especialista listou dez dicas. Confira.

1 - Antes de confirmar, leia o nome do recebedor (e faça “checagem de coerência”)

O aplicativo do banco sempre mostra quem vai receber. Desde as novas medidas de segurança implementadas pelo Banco Central, os aplicativos também trazem alertas quando há suspeita de fraude. Compare com o que você espera: é a mesma pessoa ou empresa? Faz sentido para aquela compra?

2- Desconfie do pedido para fazer Pix “para terceiro”

Um dos atalhos mais usados ​​em golpes é pedir para você mandar para outra chave porque "a máquina caiu", porque "é do sócio" ou porque "a conta da caixa está bloqueada". Se o vendedor disser para mandar para outra pessoa, peça a chave do estabelecimento ou não conclua a compra.

3- QR Code: trate como “etiqueta” que pode ser trocada

QR Code colado pode ser substituído por outro sem que você perceba. Isso ainda é mais comum em dados movimentados, como o Dia dos Namorados, no próximo mês. Sempre verifique se os dados que aparecem na leitura dependem do fornecedor real.

4- Se for pagar on-line, atenção aos redirecionamentos e páginas “parecidas”

Golpes comuns levam o usuário para um ambiente diferente no meio do pagamento. Se o fluxo te jogar para outro site com cara estranha ou com erro de português, interrompa e refaça pelo canal oficial.

5- “Pix copia e cola” por mensagem: confira duas vezes

Códigos enviados por WhatsApp facilitam o golpe porque o usuário não vê o contexto do vendedor real. Se o vendedor pedir para você ligar no WhatsApp para receber o código, prefira pagar pelo site ou app oficial.

6- Cuidado com o "Pix errado" e pedidos de devolução imediata

Se alguém disser que fez um Pix errado para sua conta e pedir devolução para outra chave, pare. Confirme se seu aplicativo realmente recebeu esse valor e, se precisar devolvê-lo, use a opção de devolução para o mesmo remetente que o próprio aplicativo oferece.

7- Evite pagar sob pressa: urgência é ferramenta de golpe

Golpistas sempre criam uma oferta vantajosa com prazo curto. Essa pressão tira a atenção na hora de conferir os dados. Alguns segundos de verificação evitam muita dor de cabeça.

8- Utilize rede móvel; evite Wi-Fi público para operações financeiras

A rede aberta aumenta o risco de páginas falsas e interceptações. Se precisar de internet para pagar, priorize o 4G ou 5G do celular.

9- Ajustar limites (principalmente à noite) e reduzir impacto de perda/roubo

Limites de transação e de controle de prejuízo em caso de roubo ou coação. Vale revisar suas opiniões antes de sair.

10- Atenção a golpes com IA envolvendo familiares

Com inteligência artificial, os criminosos conseguem imitar a voz de um pai solicitando dinheiro com urgência. Respire fundo e valide por outro canal antes de transferir: ligue para o número já salvo, faça uma videochamada ou confirme com outra pessoa da família.

E se algo der errado?

Caso suspeito de golpe ou perceba que fez um Pix indevido, o especialista orienta que aja rapidamente. Ela recomenda entrar em contato com o banco pelos canais oficiais, relatar a fraude e solicitar a abertura de contestação e, quando aplicável, o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED).

Vale lembrar que o MED só deve ser acionado em caso de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional das instituições financeiras. A ferramenta não pode ser usada em caso de Pix para destinatários digitados errados pelo usuário.

— Em paralelo, preservar evidências como impressões, comprovantes e dados do destinatário, e registrar um boletim de ocorrência para formalizar o caso — diz Monisi.