Finanças
Cesta básica volta a subir no Rio em abril e se aproxima de R$ 880, aponta Dieese
Capital fluminense tem a terceira cesta mais cara do país; leite e batata aumentam mais de 13% no mês
O custo da cesta básica subiu na cidade do Rio, acompanhando a tendência de alta registrada nas 27 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos ( Dieese ). Na capital fluminense, o conjunto dos alimentos básicos passou a custar R$ 879,03 , representando um avanço de 1,27% em relação a março.
Com esse resultado, o Rio registrou a terceira cesta básica mais cara do país, ficando atrás apenas de São Paulo , onde o valor chegou a R$ 906,14, e de Cuiabá , com R$ 880,06.
Os itens que mais pressionaram o orçamento do consumidor carioca entre março e abril foram batata e leite integral , com altas de 13,99% e 13,22%, respectivamente. O feijão preto também teve aumento, de 4,41% no período. Em contrapartida, o tomate apresentou queda de 7,92% no mês.
No acumulado de 12 meses, o comportamento dos preços foi mais desigual. O leite integral acumula alta de 6,13% no Rio, enquanto a batata subiu 2,77% e o tomate avançou 1,42%. Já o feijão preto teve queda de 13,20% na comparação com abril do ano passado.
Segundo o Dieese, a alta do leite está relacionada à redução da oferta no campo durante a entressafra. No caso da batata, o avanço dos preços reflete a menor disponibilidade do produto devido ao fim da safra. Já o feijão teve os preços sustentados pela demanda aquecida.
Apesar de a alta mensal no Rio ter sido inferior às registradas em capitais como Porto Velho, Fortaleza e Cuiabá, os dados mostram que a alimentação continua pressionando o orçamento das famílias. Um trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisou comprometer 58,62% da renda líquida para adquirir os produtos básicos na capital fluminense.
Tempo de trabalho
O tempo de trabalho necessário para comprar a cesta chegou a 119 horas e 18 minutos no Rio, um dos maiores do país — atrás apenas de São Paulo, com 122 horas e 59 minutos, e Cuiabá, com 119 horas e 26 minutos.
No acumulado de 12 meses, a cesta básica do Rio de Janeiro registra alta de 3,45%, enquanto no ano o avanço chega a 10,98%.
O Dieese estima que, para cobrir despesas básicas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação e transporte, o salário mínimo necessário em abril deveria ter sido de R$ 7.612,49, valor equivalente a 4,7 vezes o piso nacional atual.
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