Finanças
Após demissão de presidente, INSS inicia mudanças na diretoria com troca na área de Governança
Departamentos de pagamentos de benefícios e procuradoria também devem ser alterados
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deu início a uma série de mudanças em sua diretoria após uma troca na presidência da autarquia. A primeira alteração ocorreu na Diretoria de Governança, responsável pela supervisão, fiscalização e prestação de contas aos órgãos de controle. A exoneração da diretora Carolina Souto Carballido foi publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira.
O ato de exoneração foi assinado pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. Para o lugar de Carolina, deverá assumir o servidora Ana Cristina Evangelista, atualmente integrante do Conselho Nacional de Recursos da Previdência Social, vinculado ao Ministério da Previdência.
Além disso, dois outros servidores da Diretoria de Governança foram exonerados na quarta-feira, conforme portaria assinada pela nova presidente do INSS, Ana Cristina Silveira. São eles: Débora Queiroz Afonso e Torbi Abich Rech, especialistas em direito tributário. Ambos foram indicados pelo ex-presidente Gilberto Waller, que foi demitido na última segunda-feira.
Outros dois servidores da Advocacia-Geral da União (AGU), com experiência na área previdenciária e que integravam a equipe, manifestaram interesse em deixar as cargas, segundos interlocutores: Márcia Eliza de Souza, diretora de Benefício, e Elvis Gallera Garcia, da procuradoria.
Essas duas áreas são consideradas sensíveis dentro do INSS. Em abril do ano passado, ambos foram alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que acordos de fraudes contra aposentadorias. Toda a diretoria foi afastada na ocasião devido ao envolvimento no esquema.
A recente troca no comando do INSS representa maior autonomia para o ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT-PE), realizando nomeações no órgão. A nova presidente, Ana Cristina Silveira, foi indicada por ele.
Gilberto Waller havia sido escolhido pelo presidente Lula em meio à crise no INSS, com autonomia para montar sua equipe e buscar soluções para a devolução de valores descontados indevidamente de aposentados por associações e entidades sindicais. No entanto, o aumento da fila de pedidos e desentendimentos com o ministro resultaram na exoneração de Waller.
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