Finanças
Florianópolis desbanca Porto Alegre e já é capital com maior percentual de lares com uma pessoa só. Veja ranking
Domicílios unipessoais mais que dobraram no país em pouco mais de dez anos. Na cidade catarinense, três em cada dez são ocupados por apenas um morador
No ano de 2025, Florianópolis desbancou Porto Alegre como a capital que tem o maior percentual de pessoas morando sozinhas. Na cidade catarinense, a cada dez moradias, três são ocupadas por uma só pessoa, a maior proporção do país.
Morar sozinho tem sido, a cada ano, tendência crescente entre os brasileiros. Em 2025, dois em cada dez lares no país (19,7%) eram habitados por apenas uma pessoa. Há uma década, esse percentual era de 13,7% e, em 2012, início da série histórica, 12%. Em termos populacionais, 15,6 milhões de brasileiros moram sozinhos. Só o estado de São Paulo concentra 3,5 milhões desse total.
A quantidade de lares unipessoais mais que dobrou. Saltou de 7,45 milhões em 2012 para 15,63 milhões de domicílios no ano passado. É o que apontam os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Domicílios e Moradores, divulgada nesta sexta-feira pelo Veja ranking abaixo:
Em números absolutos, a cidade de São Paulo concentra o maior número de domicílios unipessoais, com 1,1 milhão de lares. Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro, com 644 mil domicílios, e Salvador, com 289 mil.
Segundo William Kratochwill, analista da Pnad, cidades como Rio e São Paulo concentram muitas universidades e grandes empresas, o que favorece a migração pra estudar e trabalhar, e faz com que as pessoas morem sozinhas nesses locais. Mas ele observa também que o aumento dos lares unipessoais também tem relação com o envelhecimento da população.
— Em locais envelhecidos, tem mais chances disso acontecer. O envelhecimento é um fator importante que também explica o alto percentual no Rio de Janeiro; a pessoa chega numa faixa etária em que muitas vezes os filhos já estão vivendo com suas famílias, as pessoas ficam viúvas e acabam morando sozinhas.
No entanto, quando se observa a proporção, cidades como Florianópolis e Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, têm a maior fatia de domicílios nessa condição. Essas capitais também estão entre as mais longevas do país, segundo o Censo de 2022, o que pode ajudar a explicar esses números.
Já a cidade do Rio ficou em sexto lugar em 2025 nessa comparação, enquanto São Paulo ficou em nono, muito abaixo da sua posição em números absolutos.
O avanço dos lares unipessoais veio acompanhado do recuo de outros arranjos. Os domicílios "nucleares", onde moram casais com ou sem filhos, representavam 68,4% do total em 2012. Em 2025, caíram para 65,6%.
Os chamados domicílios estendidos, em que moradores vivem com outros parentes, também perderam espaço. Eram 17,9% em 2012 e passaram para 13,5% em 2025.
Idosos são 41,2% das pessoas que moram sozinhas
Entre os que moram sozinhos, 46,8% estão na faixa de 30 a 59 anos. Já os idosos representam 41,2% desse total da população em unidades unipessoais. Jovens e adolescentes, de 15 a 29 anos, representam 12%.
Os motivos que levam mais pessoas a morarem sozinha são variados, explicam especialistas. É uma combinação entre envelhecimento da população, mudanças no padrão de moradia, alterações nas dinâmicas familiares e, em alguns casos, atração de migrantes para certas cidades.
São pessoas que decidem morar sozinha por diferentes razões. Em certos casos, são mães ou pais solos. Há também idosos sozinhos, seja por viuvez, separação ou mesmo por maior autonomia nessa fase da vida, sem morar com filhos.
Ao mesmo tempo, há cidades que atraem jovens, geralmente em início de carreira, que chegam sem rede familiar estabelecida. Somam-se a esses fatores a mudança no padrão de moradia, com mais pessoas adiando o casamento, vivendo sozinhas por escolha ou após separações.
O perfil de quem mora sozinho é também diferente de acordo com o sexo, aponta o IBGE. Mais da metade (56,6%) dos homens que moram sozinhos têm entre 30 e 59 anos, fase de vida adulta e de carreira.
Entre as mulheres, 56,5% têm 60 anos ou mais, o que indica que elas costumam passar pela terceira idade sozinhas, tanto pelo maior impacto da viuvez, já que os homens têm expectativa de vida menor, quanto pela longevidade feminina sobre esse arranjo doméstico.
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