Finanças
Economia brasileira cresce 0,6% em fevereiro, aponta índice do BC
Crescimento é menor do que o registrado no mesmo período do ano passado
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) , considerado uma prévia do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), registrou crescimento de 0,6% em fevereiro, na comparação com o mês anterior, conforme divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira. O resultado indica uma redução de 0,3 ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2025.
O IBC-Br funciona como uma tarifa da atividade econômica, reunindo dados dos setores de indústria, comércio, serviços e agropecuária. O índice é ajustado para compensar variações sazonais, como feriados e férias, o que permite uma comparação mais precisa entre os períodos específicos.
No trimestre encerrado em fevereiro de 2026, em relação ao trimestre encerrado em novembro de 2025, o IBC-Br apresentou alta de 1,1%. Em 2025, o índice fechou com crescimento de 2,5% em relação a 2024, sendo esta a menor alta registrada desde a pandemia de 2020, quando houve retração de 3,9%.
A indústria foi o destaque positivo em abril, com alta de 1,2%, seguida pelos setores de serviços (+0,3%) e agropecuária (+0,2%).
O desempenho reforça os sinais de que a economia brasileira deve apresentar desaceleração neste ano, em comparação aos crescimentos observados nos anos anteriores. Tanto o Banco Central quanto o mercado financeiro projetam um ritmo de expansão mais moderado nos próximos meses.
Por outro lado, nesta quarta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento do PIB do Brasil em 2026 para 1,9%, mesmo diante da guerra no Irã e de seus impactos sobre o preço da energia. Ainda assim, a alta previsão permanece inferior aos crescimentos de 2,3% em 2025 e 3,4% em 2024.
Apesar da revisão para cima, o FMI ressalta que o cenário de juros elevados no mundo deve limitar o crescimento do Brasil em relação aos anos anteriores.
“Do nosso lado, o que procurar reforçar é o compromisso com a estabilização da trajetória da dívida pública brasileira e a expectativa de reduzir a dívida no médio e longo prazo”, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista nesta quarta-feira a jornalistas nos Estados Unidos, onde participam das reuniões do Banco Mundial e do FMI.
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