Finanças
Ministro da Fazenda destaca avanço do Brasil em relatório do FMI
Projeção global é revisada para baixo por tensões no Oriente Médio, mas estimativa para Brasil sobe a 1,9%
A economia brasileira está no "caminho certo", afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta quarta-feira (15). A declaração foi feita em publicação nas redes sociais, na qual o ministro comentou a revisão das projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o crescimento global e de vários países.
Segundo Durigan, "a economia global deve crescer 3,1%, abaixo do esperado anteriormente, reflexo direto das incertezas internacionais. Diferente desse movimento, o Brasil teve sua previsão elevada: de 1,6% para 1,9%", escreveu em postagem no X.
As novas estimativas fazem parte do relatório World Economic Outlook e refletem, segundo o FMI, os efeitos da guerra no Oriente Médio, que interrompeu a trajetória de expansão global ao pressionar os preços de energia e aumentar as incertezas econômicas.
O ministro também afirmou que o resultado brasileiro está em linha com as expectativas do mercado financeiro, que projeta crescimento de 1,85% para o Produto Interno Bruto (PIB), conforme o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. Segundo ele, o desempenho reforça a estratégia econômica do governo baseada em responsabilidade fiscal e crescimento sustentável.
“O número está alinhado ao mercado (1,85%, segundo o Boletim Focus) e acima da estimativa do Banco Central. Esse resultado reforça que estamos no caminho certo: responsabilidade fiscal, crescimento sustentável e soberania econômica caminham juntos”, destacou Durigan.
O relatório do FMI aponta ainda que o Brasil se beneficia, neste momento, do fato de ser exportador líquido de energia, em meio à alta dos preços do petróleo provocada pelo conflito. Ainda assim, o crescimento do país segue abaixo do observado em outras economias emergentes, como Índia e China, que devem crescer 6,5% e 4,4% em 2026, respectivamente.
Além disso, o Fundo alerta para riscos no cenário internacional, como possibilidade de inflação mais elevada e desaceleração econômica mais intensa caso o conflito se prolongue. Nesse contexto, recomenda que países priorizem o controle da inflação e evitem políticas fiscais amplas que possam pressionar ainda mais os preços.
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